Janones diz que esquerda está contaminada por “arrogância intelectual”
Declaração do deputado federal André Janones (Rede-MG) ocorreu em entrevista ao Contexto Metrópoles
atualizado
Compartilhar notícia

O deputado federal André Janones (Rede-MG) declarou, nesta terça-feira (12/5), que a esquerda está contaminada por uma “arrogância intelectual” e um “elitismo” que não se comunica com a ponta.
A fala ocorreu em entrevista ao Contexto Metrópoles, no momento em que o mineiro explicava onde acredita que a vertente está falhando na comunicação.
“A que que eu atribuo isso? Basicamente, a dois fatores: arrogância intelectual e elitismo, que tomaram conta da esquerda no nosso país como um todo. Então, a esquerda, em algum momento da história, a esquerda passa a ter vergonha de ser esquerda no sentido original”, avaliou.
Para ele, o problema não está na comunicação da Presidência, mas na construção de narrativas que ele atribui ao bolsonarismo.
“É como uma pirâmide. O lado de cima dá a ordem, e os outros vão replicando e aquela mensagem vai viralizando e tomando conta de forma orgânica de todos os meios de comunicação pela repetição. A esquerda não faz isso. São mensagens desencontradas”, explicou.
Janones listou ainda as prioridades originais da esquerda “de verdade”, como o diálogo com o povo e o entendimento das demandas dos trabalhadores. Para ele, o meio político contaminou essa habilidade.
Segurança Pública
Questionado quanto ao novo pacote para a Segurança Pública que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta terça-feira (12/5), o deputado mineiro afirmou que o governo carece de mais efetividade não só nessa área, mas em todas.
“Na minha opinião, não adianta a gente lançar nenhum pacote anticrime, não adianta a gente ter nenhuma medida drástica de combate à corrupção se a gente continuar entregando a pauta à narrativa no colo da extrema direita de mão beijada”, criticou.
Dosimetria
Quanto à nova legislação que alivia as penas dos condenados pelos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro, Janones atribiu a aprovação à esquerda, não à extrema direita.
Para ele, isso se deu no momento em que a esquerda aceitou chamar de Dosimetria, em vez nomear como “PL do Fernandinho Beira-Mar”.
“A esquerda foi responsável pela aprovação do PL da Dosimetria quando ela aceita chamar de PL da Dosimeria em vez de chamar de PL Fernandinho Beira-Mar, PL do Marcola”, alegou.
