Janja rebate Malafaia sobre encontro com evangélicas: “Insignificante”
No ano passado, o pastor Silas Malafaia criticou a aproximação da primeira-dama com mulheres evangélicas
atualizado
Compartilhar notícia

A primeira-dama Janja Lula da Silva rebateu as críticas do pastor Silas Malafaia sobre os encontros promovidos por ela com mulheres evangélicas. O líder religioso teria dito que as reuniões eram compostas por “mulheres insignificantes” no meio evangélico.
“Ele teve a cara de pau de ir numa rede social e falou que eu tava conversando com mulheres insignificantes. Insignificante é ele porque toda mulher para mim é importante. Não importa se eu fiz uma reunião com duas, com três, com duzentas, com mil. O que importa é que eu conversei, o que importa é que eu ouvi elas”, afirmou a primeira-dama.
A fala ocorreu durante participação no 4º Encontro Nacional de Evangélicos do Partido dos Trabalhadores (PT). O evento também teve a presença do deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSol-RJ), da vereadora Aava Santiago (PT-GO), e outras lideranças.
Desde o ano passado, a primeira-dama tem feito esforços para se aproximar do segmento religioso, promovendo reuniões com mulheres evangélicas em diferentes estados do país.
Em agosto, o pastor Silas Malafaia ironizou os encontros e afirmou que as agendas são organizadas por pessoas “sem um pingo de expressão no mundo evangélico”.
“Eu dou risada desses encontros de Janja. Tudo arrumado com gente que não tem nenhum pingo de expressão no mundo evangélico, nenhuma mulher de expressão no mundo evangélico. Eu conheço quem é quem no mundo evangélico. Não tem uma, uma de centenas de mulheres de expressão do mundo evangélico”, disse o pastor à coluna Igor Gadelha, do Metrópoles.
Durante o evento desta segunda, Janja defendeu diálogo do campo progressista com o público evangélico.
“Independente da gente não transformar igreja em palanque político, principalmente no setor evangélico, a gente não pode deixar de considerar que se a gente não usar da forma correta, eles [a oposição] usam. Então a gente precisa, sim, falar das coisas que a gente acredita para não deixar eles falando sozinhos”, destacou.