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Janaina celebra Wagner Moura, mas critica reação do governo Lula

A vereadora Janaina Paschoal criticou ausencia de manifestação do governo Lula em relação à crise no Irã

Giovana Alves12/01/2026 10:21
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Janaina celebra Wagner Moura, mas critica reação do governo Lula

A vereadora Janaina Paschoal (PP-SP) se manifestou, nesta segunda-feira (12/1), sobre a vitória de Wagner Moura na categoria de Melhor Ator em Filme de Drama no Globo de Ouro, conquistada na noite desse domingo (11/1). Em postagem nas redes, Janaina celebrou o ator, mas criticou o governo Lula por enaltecer o prêmio e se calar sobre o que chamou de “revolução iraniana”m referindo-se aos protestos no país persa. Para Janaina, o governo comete “hipocrisia” em atitude “típica de ditaduras”.

Em uma publicação no X, a vereadora cumprimenta Wagner pela vitória e diz ser importante um artista brasileiro vencer um prêmio. No entanto, ela critica o governo valorizar a premiação com uma série de postagens nas redes sociais e se “calar sobre a Revolução Iraniana, que já levou à morte 500 pessoas”. Veja:

Janaina também cita o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na publicação, afirmando que o ex-mandatário falava muita “besteira” e que por frases “inadequadas” até hoje é visto como genocída pela esquerda. “Já, diante do genocídio no Irã, nada! Nenhuma palavra! Hipocrisia, em especial dos que se dizem defensores das mulheres!”, finaliza.


Entenda a crise no Irã

  • As manifestações começaram em 28 de dezembro, motivadas pela grave crise econômica enfrentada pelo país. Entre os principais fatores estão a desvalorização do rial (moeda oficial iraniana), a inflação elevada e a deterioração das condições de vida da população.
  • Inicialmente, os atos tinham foco econômico, mas, com o avanço dos protestos, passaram a incorporar críticas diretas ao regime dos aiatolás e ao líder supremo, Ali Khamenei. Manifestantes agora exigem reformas políticas, mudanças no sistema judiciário e maior liberdade civil.
  • As autoridades iranianas acusam Estados Unidos e Israel de estimularem os protestos, enquanto opositores afirmam que o movimento é resultado direto do descontentamento popular com a condução política e econômica do país.

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