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Jair Bolsonaro

Vacina contra Covid-19 "não será obrigatória e ponto final", diz Bolsonaro

Presidente também criticou o governador de São Paulo, João Doria, por obrigar a população do estado a tomar o imunizante

19/10/2020 11:37, atualizado 19/10/2020 12:29
Marcos Corrêa/PR
Vacina contra Covid-19 “não será obrigatória e ponto final”, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse a apoiadores que o governo federal não vai tornar a vacina contra a Covid-19 obrigatória. O chefe do Executivo reforçou que a decisão cabe a ele e ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

“Já disse que não será obrigatória essa vacina e ponto final”, frisou, durante conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada nesta segunda-feira (19/10).

Sem citar o nome do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o qual afirmou que tornará obrigatório o imunizante contra a Covid-19 para a população do estado, Bolsonaro disse que o tucano “está se intitulando o médico do Brasil”.

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Bolsonaro almoça com embaixador americano e ministros
Bolsonaro, ministros e o embaixador dos EUA no Brasil, Todd Chapman
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Bolsonaro, sem máscara, fala com apoiadores
Bolsonaro durante coletiva no Palácio do Planalto
Bolsonaro já testou positivo para o novo coronavírus e disse ter tomado cloroquina no tratamento
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Bolsonaro já testou positivo para o novo coronavírus e disse ter tomado cloroquina no tratamento

Reprodução/CNN
Bolsonaro almoça com embaixador americano e ministros
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Bolsonaro almoça com embaixador americano e ministros

Reprodução/redes sociais
Bolsonaro, ministros e o embaixador dos EUA no Brasil, Todd Chapman
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Bolsonaro, ministros e o embaixador dos EUA no Brasil, Todd Chapman

Divulgação
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Bolsonaro, sem máscara, fala com apoiadores
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Bolsonaro, sem máscara, fala com apoiadores

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Bolsonaro durante coletiva no Palácio do Planalto
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Bolsonaro durante coletiva no Palácio do Planalto

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Presidente circulando de máscara pelo Palácio da Alvorada
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Presidente circulando de máscara pelo Palácio da Alvorada

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Bolsonaro apresenta caixas de cloroquina a apoiadores e à imprensa, em abril de 2020
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Bolsonaro apresenta caixas de cloroquina a apoiadores e à imprensa, em abril de 2020

Raphael Veleda/Metrópoles
Em 26 de março de 2020, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) levou uma caixa do medicamento Reuquinol para a reunião com os líderes do G20, que tratou da crise global da pandemia do novo coronavírus
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Em 26 de março de 2020, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) levou uma caixa do medicamento Reuquinol para a reunião com os líderes do G20, que tratou da crise global da pandemia do novo coronavírus

Marcos Corrêa/PR

“Tem um governador aí que está se intitulando o médico do Brasil, dizendo que ela será obrigatória. Repito que não será”, afirmou o mandatário do país.

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Segundo Bolsonaro, somente quando houver comprovação científica e a vacina for autorizada pela Anvisa e aprovada pelo Ministério da Saúde, o imunizante será oferecido ao Brasil, de forma gratuita.

Durante a conversa nesta manhã, um dos apoiadores reclamou que a vacina “está sendo feita nas coxas”. Em seguida, fez um questionamento: “Quem é que vai tomar uma desgraça dessas?”.

“Tem que ter comprovação científica, o país que tá oferecendo essa vacina tem de primeiro vacinar em massa os seus, depois oferecer para os outros países”, respondeu Bolsonaro.

Obrigatoriedade da vacina

O governador João Doria afirmou na última sexta-feira (16/10) que a vacina contra a Covid-19 será obrigatória em todo o estado, após ser aprovada pela Anvisa.

Doria acusou o presidente de “politizar” a vacina, desenvolvida e testada em parceria entre o Instituto Butantan e o laboratório Chinês Sinovac.

O Ministério da Saúde ainda liberou verba para a compra da Coronavac, segundo o Governo de São Paulo.