No Dia do Trabalhador, Bolsonaro diz que todos deveriam voltar a trabalhar

Ao receber agricultores no Dia do Trabalhador, o presidente ressaltou que a decisão não é dele, mas de governadores e prefeitos

atualizado 01/05/2020 10:59

Jair BolsonaroRafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recebeu um grupo de agricultores e a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), na manhã desta sexta-feita (01/05), Dia do Trabalhador.

Na ocasião, o chefe do Executivo nacional disse que gostaria que todas as pessoas voltassem a trabalhar. Bolsonaro ressaltou, no entanto, que a decisão não depende dele e jogou a responsabilidade para os governadores e prefeitos.

“Eu tenho certeza que, Deus acima de tudo, brevemente voltaremos à normalidade. Eu gostaria que todos voltassem a trabalhar, mas quem decide isso não sou eu. São os governadores e prefeitos”, reforçou.

O grupo era formado por cerca de 20 pessoas e liderado pela deputada. O presidente os recebeu na porta do Palácio da Alvorada e depois os levou para o interior da residência oficial.

O presidente, durante o encontro, não estava de máscara e também não observou as regras de distanciamento necessárias por conta da pandemia do coronavírus. Ele chegou a tossir algumas vezes ao lado de uma mulher, que sustentava a máscara no queixo.

De acordo com a deputada, que filmou o início do encontro no interior do Alvorada, os agricultores foram agradecer ao presidente a ajuda que ele tem dado ao agronegócio para que ninguém fique sem alimento.

Nessa quinta-feira (30/04), no dia que o Brasil registrou 435 novas mortes e 7.218 novos casos do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que “todo o empenho” para achatar a curva de infectados por vírus “foi inútil”.

Durante transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro voltou a falar que 70% da população será infectada pelo vírus. “E pelo que parece, pelo que estamos vendo agora, todo o empenho pra achatar a curva, praticamente, foi inútil”, disse o presidente.

Bolsonaro sustentou ainda que o desemprego é um “efeito colateral” de todo esse “empenho inútil”. “Agora, qual a consequência disso, o efeito colateral disso? Desemprego. O povo quer trabalhar. Todo mundo sabe que quanto mais jovem, menos problema tem de ter uma consequência danosa em sendo infectado pelo vírus. Pessoa abaixo de 40 anos, com alguma outra comorbidade, em torno de 0,2% apenas que o fim é trágico”, acrescentou.

Mais lidas
Últimas notícias