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Brasil

Itamaraty remove embaixador de cargo após denúncias de assédio sexual

O afastamento foi oficializado por meio de uma portaria publicada em 13 de março

16/03/2018 09:13, atualizado 16/03/2018 11:49
Itamaraty remove embaixador de cargo após denúncias de assédio sexual
Itamaraty remove embaixador de cargo após denúncias de assédio sexual

O Itamaraty removeu o embaixador João Carlos de Souza-Gomes do cargo até então ocupado por ele na Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O diplomata representava o país junto ao órgão internacional, em Roma, e responde a um processo administrativo (PAD) por assédio sexual.  Souza-Gomes teria abusado de colegas de trabalho.

Com isso, o embaixador retornará ao quadro de servidores do Ministério das Relações Exteriores (MRE) em Brasília. A decisão é importante, pois significa que ele não voltará a chefiar, na Itália, as mulheres que o denunciaram.

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Mulheres que trabalharam com João Carlos Souza-Gomes relataram à Folha de S.Paulo casos graves de abuso. Uma delas disse que o embaixador a obrigava a vesti-lo, a calçar meias nele e abotoar as calças dele. Outra disse ter sido chamada de gostosa e, em uma situação, Souza-Gomes teria feito outros diplomatas aplaudirem a funcionária pela beleza dela.

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Reprodução

“O afastamento de um embaixador dessa envergadura que responde a denúncias de assedio é fato inédito. Esperamos que se torne corriqueiro. Entretanto, vale lembrar que o PAD não terminou e que remoção não é punição. Seguimos atentos”, afirmou Ernando Neves, presidente do Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (Sinditamaraty).

O Itamaraty não quis comentar sobre a remoção de Souza-Gomes do cargo.