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O embaixador João Carlos Souza-Gomes, acusado de assédio sexual e moral por colegas de profissão, permanecerá afastado de suas funções no Itamaraty até 12 de abril. A decisão foi comemorada neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, pelo Sinditamaraty, o sindicato dos servidores do Ministério das Relações Exteriores.

Está em curso um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta do embaixador, que, até pouco tempo atrás, chefiava a Delegação Permanente do Brasil na Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), com sede em Roma.

O prazo para que ele retornasse ao trabalho terminava nesta quinta-feira (8/3), mas foi prorrogado. “O processo continua e a luta também. Nem tudo em Roma deve acabar em pizza. É um pequeno passo para o PAD, mas um grande passo para o MRE”, afirmou o presidente do Sinditamaraty, Ernando Neves.

Anteriormente, o Sinditamaraty havia publicado um ofício no qual demonstrava preocupação com o andamento da investigação. 

Divulgação

Mulheres que trabalharam com João Carlos Souza-Gomes relataram à Folha de São Paulo casos graves de abuso. Uma delas disse que o embaixador a obrigava a vesti-lo, a calçar meias nele e abotoar as calças dele. Outra disse ter sido chamada de gostosa e, em uma situação, Souza-Gomes teria feito outros diplomatas aplaudirem a funcionária pela sua beleza.

O Itamaraty não quis se pronunciar oficialmente sobre o PAD que envolve Souza-Gomes. O Metrópoles tentou contato com o diplomata, mas não teve retorno.