Após ameaça a Moraes, Itamaraty convoca Embaixada dos EUA em Brasília

Gabriel Escobar, encarregado de Negócios dos Estados Unidos, esteve no Ministério das Relações Exteriores, na manhã desta sexta-feira (8/8)

atualizado

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1 de 1 imagem colorida mostra palácio itamaraty - Metrópoles - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O encarregado de Negócios dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, esteve, na manhã desta sexta-feira (8/8), no Ministério das Relações Exteriores. A autoridade foi convocada para prestar esclarecimentos sobre a nota publicada pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e endereçada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a aliados dentro e fora da Corte.

Esta é a terceira vez que Escobar é convocado no Itamaraty para dar explicações desde a escalada das tensões entre Brasil e Estados Unidos.

O Metrópoles confirmou que o representante da Embaixada dos EUA foi recebido pelo embaixador Flávio Goldman, secretário interno de Europa e América do Norte.

Nessa quinta-feira (7/8), o órgão republicou, em português, críticas feitas pelo subsecretário de Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Darren Beattie, a Moraes e aos seus aliados “no Judiciário e em outras esferas”.

A embaixada traduziu a publicação de Beattie, que classificou Moraes como abusador dos direitos humanos e “principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores”.

“O ministro Moraes é o principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores. Suas flagrantes violações de direitos humanos resultaram em sanções pela Lei Magnitsky, determinadas pelo presidente Trump. Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados para não apoiar nem facilitar a conduta de Moraes. Estamos monitorando a situação de perto”, diz o texto.

O post cita a Lei Magnitsky, por meio da qual Moraes foi sancionado com o congelamento de bens e contas bancárias em solo ou instituições norte-americanas, além da proibição na entrada dos EUA.

A embaixada reitera que a punição foi devido à violação dos direitos humanos — no caso, refere-se à prisão domiciliar e às restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), dando a entender que o ex-presidente sofre opressão política.

Ainda é reforçado o aviso com uma ameaça aos demais ministros do STF que apoiarem os atos de Moraes na Corte brasileira, especificamente em relação às sanções aplicadas a Bolsonaro.

Nessa quinta-feira (7/8), Escobar esteve com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MIDC), Geraldo Alckmin. Os dois se reuniram na sede do ministério, em Brasília. Alckmin disse que a conversa foi “boa”.

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