Variante Ômicron retém 230 brasileiros na África do Sul, diz Itamaraty

Companhias aéreas cancelaram decolagens da África do Sul depois que a variante Ômicron do coronavírus disparou temores internacionais

atualizado 29/11/2021 20:15

Brasília (DF), 14/03/2016 - Avião pousa do aeroporto internacional jk em brasília- Foto, Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

São Paulo – Diplomatas do Brasil na África do Sul contabilizaram até a tarde desta segunda-feira (29/11) 230 brasileiros retidos no país devido ao cancelamento de voos por causa da variante Ômicron. Esses viajantes pediram auxílio diplomático para sair da região, de acordo com o Consulado do Brasil na Cidade do Cabo.

Companhias aéreas cancelaram decolagens do país depois que diversas nações fecharam as fronteiras para passageiros procedentes do sul da África, alegando receio de propagação da nova cepa.

“Recebemos contatos de brasileiros retidos aqui e estamos buscando uma forma de apoiá-los por causa do cancelamento de voos”, informou Luiz Felipe Pereira, diplomata brasileiro na Cidade do Cabo.

Tanto o Consulado na Cidade do Cabo quanto a Embaixada do Brasil em Pretória atendem aqueles que tiveram voos cancelados e não conseguem deixar o local.

Não há proibição de regresso, mas, desde o último sábado (27/11), a Portaria nº 660, publicada pelo governo federal, restringe voos procedentes de África do Sul, Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Namíbia e Zimbábue, além de exigir que passageiros apresentem teste negativo para coronavírus feito nas últimas 24 horas e cumpram isolamento por 14 dias na cidade do seu destino final.

Uma dificuldade adicional para os brasileiros é o fato de que, atualmente, não há voos comerciais diretos entre Brasil e África do Sul. Mesmo países que habitualmente fazem escala, como Emirados Árabes e Catar, passaram a vetar voos procedentes da África do Sul. Outra parada comum para brasileiros é a Etiópia, que vive um conflito e está em estado de emergência decretado pelo governo.

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