Presidente da África do Sul critica países que fecharam fronteiras
Cyril Ramaphosa criticou a decisão de alguns países de fechar as fronteiras e disse que mundo não será derrotado pela pandemia
atualizado
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O presidente da África do Sul, Matamela Cyril Ramaphosa, criticou neste domingo (28/11) a decisão de alguns países de suspender voos da nação. Para Ramaphosa, a medida é injustificável, discriminatória e ineficaz contra a disseminação da nova variante do coronavírus. A Ômicron (B.1.1.529), prevalente na África do Sul, já foi identificada em pelo menos 10 países.
Reino Unido, Canadá, Turquia, Sri Lanka, Omã, Austrália, Japão, Tailândia, Brasil e Guatemala estão entre os que restringiram as fronteiras. Para o político, tal ação prejudicará a economia e a força de uma resposta contra o vírus. Ele também garantiu que a África do Sul permanecerá firme diante do desafio.
“Não seremos derrotados por essa pandemia. Já começamos a aprender como conviver com ela. Vamos resistir, superar e prosperar. Que Deus abençoe a África do Sul e seu povo”, declarou Ramaphosa nas redes sociais.
There is no scientific justification for keeping these restrictions in place.
We know that this virus, like all viruses, does mutate and form new variants.
— Cyril Ramaphosa 🇿🇦 (@CyrilRamaphosa) November 28, 2021
Ramaphosa destacou a importância da vacinação e do cumprimento de protocolos de segurança sanitária. “Ao invés de proibir viagens, os países ricos do mundo precisam ajudar os de economia emergente a ter acesso e a produzir vacinas para o povo, sem demora”, escreveu em seu Twitter.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), ainda não está claro se a mutação é mais transmissível se comparada a outras; e tampouco é possível afirmar se a Ômicron pode causar ou não infecções mais graves.
A variante acionou um alerta de preocupação mundial pois tem 50 mutações, algo nunca visto em cepas anteriores, como a Delta ou a Alfa.
O virologista Tulio de Oliveira, diretor do Centro para Resposta Epidêmica e Inovação na África do Sul, que divulgou a descoberta da nova variante na quinta-feira (25/11), explicou que a Ômicron tem uma “constelação incomum de mutações”, diferente de todos os outros tipos que circulam.
