Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mundo

Presidente da África do Sul critica países que fecharam fronteiras

Cyril Ramaphosa criticou a decisão de alguns países de fechar as fronteiras e disse que mundo não será derrotado pela pandemia

28/11/2021 18:08, atualizado 28/11/2021 18:47
Reprodução
Presidente da África do Sul critica países que fecharam fronteiras

O presidente da África do Sul, Matamela Cyril Ramaphosa, criticou neste domingo (28/11) a decisão de alguns países de suspender voos da nação. Para Ramaphosa, a medida é injustificável, discriminatória e ineficaz contra a disseminação da nova variante do coronavírus. A Ômicron (B.1.1.529),  prevalente na África do Suljá foi identificada em pelo menos 10 países.

Reino Unido, Canadá, Turquia, Sri Lanka, Omã, Austrália, Japão, Tailândia, Brasil e Guatemala estão entre os que restringiram as fronteiras. Para o político, tal ação prejudicará a economia e a força de uma resposta contra o vírus. Ele também garantiu que a África do Sul permanecerá firme diante do desafio.

“Não seremos derrotados por essa pandemia. Já começamos a aprender como conviver com ela. Vamos resistir, superar e prosperar. Que Deus abençoe a África do Sul e seu povo”, declarou Ramaphosa nas redes sociais.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Ramaphosa destacou a importância da vacinação e do cumprimento de protocolos de segurança sanitária. “Ao invés de proibir viagens, os países ricos do mundo precisam ajudar os de economia emergente a ter acesso e a produzir vacinas para o povo, sem demora”, escreveu em seu Twitter.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), ainda não está claro se a mutação é mais transmissível se comparada a outras; e tampouco é possível afirmar se a Ômicron pode causar ou não infecções mais graves.

A variante acionou um alerta de preocupação mundial pois tem 50 mutações, algo nunca visto em cepas anteriores, como a Delta ou a Alfa.

O virologista Tulio de Oliveira, diretor do Centro para Resposta Epidêmica e Inovação na África do Sul, que divulgou a descoberta da nova variante na quinta-feira (25/11), explicou que a Ômicron tem uma “constelação incomum de mutações”, diferente de todos os outros tipos que circulam.