IOF: derrota na Câmara foi a maior do governo Lula em número de votos

Projeto para derrubar decretos do governo que alteraram alíquotas do IOF foi aprovado pela Câmara e pelo Senado nessa quarta-feira (25/6)

atualizado

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Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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1 de 1 hugo motta plenário câmara dos deputados - Metrópoles - Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A  derrubada dos decretos que reajustaram as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), nesta quarta-feira (8/10), marcou o ápice de uma das piores crises entre o Congresso Nacional e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado da votação na Câmara dos Deputados dá a dimensão do revés para o Executivo, já que o governo amargou, até então, a maior margem de votos contrários à orientação do Planalto no terceiro mandato do petista.

Embora lideranças do governo tenham orientado pelo voto “não”, a diferença foi expressiva: 383 parlamentares votaram “sim” pela aprovação do projeto de decreto legislativo (PDL) e somente 98 deputados federais acompanharam o governo.

Levantamento do Metrópoles, com base em dados de votações em que houve registro de votos na Câmara, mostra que a aprovação do PDL foi a maior em contrariedade ao que orientou o governo, nesses quase três anos de mandato.

Até então, a maior margem registrada havia sido da urgência do projeto que autoriza a prorrogação do pagamento de financiamentos relacionados a operações de crédito rural e na votação do mérito do projeto que prevê que invasores de propriedades não possam receber benefícios e auxílios do governo.

Derrubada do IOF

O texto aprovado pelos deputados, nessa quarta, susta os decretos editados pelo governo federal sobre o reajuste do IOF. Na Câmara, grande parte dos votos, quase 60%, partiu de nomes que pertencem a partidos da base do governo no Congresso Nacional. No Senado, apenas a bancada do PT e o líder do PDT registraram votos contrários.

Na lista de votos favoráveis entre os deputados, constam o nome de dois ex-ministros do governo Lula. São eles: Juscelino Filho (União-MA) e Daniela do Waguinho (União-RJ).

O Executivo já havia recuado de parte das medidas e revisado as alíquotas, mas o Congresso seguiu insatisfeito e passou a defender a derrubada total das mudanças.

Após a derrubada na Câmara, o texto seguiu para o Senado e a decisão foi referendada pelos senadores. Essa foi a primeira vez em 33 anos que um decreto do governo foi derrubado pelo Congresso. A última vez foi em 1992, quando Fernando Collor era presidente.

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