Intoxicação por metanol: país ultrapassa marca de 100 casos suspeitos

Em todo o país já são 11 casos confirmados – todos em São Paulo. Um óbito causado pela intoxicação por metanol foi confirmado, até o momento

atualizado

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Foto colorida de metanol em laboratório - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de metanol em laboratório - Metrópoles - Foto: Getty Images

O Brasil ultrapassou, na tarde desta sexta-feira (3/10), a marca de 100 casos suspeitos de intoxicação por metanol, com 113 notificações em todo o país. Além de São Paulo, Pernambuco e Distrito Federal, mais três estados tiveram registros da suspeita: Bahia, Paraná e Mato Grosso do Sul notificaram os primeiros casos em investigação. Em todo o país já são 11 casos confirmados – todos em São Paulo.

Até o momento, o Brasil confirmou uma morte causada pela intoxicação por metanol. Outros 11 óbitos são investigados.


Veja os números oficiais de intoxicação por metanol no Brasil

  • São Paulo: 101 notificações – 11 casos confirmados e 90 casos suspeitos em investigação. Um óbito confirmado e oito em investigação.
  • Pernambuco: 6 casos suspeitos em investigação. Um óbito em investigação.
  • Distrito Federal: 2 casos suspeitos em investigação.
  • Bahia: 2 casos suspeitos em investigação. Um óbito em investigação.
  • Paraná: 1 caso suspeito em investigação.
  • Mato Grosso do Sul: 1 caso suspeito em investigação. Um óbito em investigação.

Em São Paulo, nove estabelecimentos foram oficialmente interditados por suspeita de venda de bebidas alcoólicas adulteradas. Fechados cautelarmente pelas Vigilâncias Sanitárias Estadual e Municipal, os bares e distribuidoras estão localizados nos bairros Bela Vista, Itaim Bibi, Jardins, Mooca, e M’Boi Mirim, na capital e nas cidades de Osasco, São Bernardo do Campo e Barueri, na Grande São Paulo.

No estado, que concentra o maior número de casos, um comitê de crise foi aberto. Até o momento, 24 prisões relacionadas ao crime de adulteração de bebidas já foram realizadas em 2025. Três dias após a criação do comitê, cinco inquéritos policiais foram instaurados para ajudar nas investigações.

Em Pernambuco, os primeiros casos suspeitos foram registrados em Lajedo e João Alfredo, no agreste, e também em Olinda, conforme notificação da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).

Já no Distrito Federal, o rapper Hungria, de 34 anos, foi internado às pressas pela manhã dessa quinta-feira (2/10), no Hospital DF Star, em Brasília, com sintomas compatíveis com o consumo de metanol. Ele passou mal após beber na casa de amigos em Vicente Pires, região a 40 minutos do centro da capital.

A distribuidora Amsterdan, apontada como origem das bebidas, foi fechada pela Polícia Civil e pela Vigilância Sanitária. Apesar disso, o rapper também se apresentou, no último domingo (28/9), em uma casa de shows em São Paulo. O local foi interditado cautelarmente pela Vigilância Sanitária do estado após a internação do músico.

O segundo caso suspeito no DF seria o de um homem de 47 anos que deu entrada na UPA de Brazlândia com sintomas compatíveis com a intoxicação por metanol. Ele está em estado grave.

Em Goiás, uma ocorrência suspeita chegou a ser registrada em Uruaçu, município localizado na região norte. Na Bahia, Feira de Santana, no centro-norte do estado, e Salvador estão na lista de cidades com casos suspeitos de intoxicação por metanol.

No Paraná, o primeiro caso suspeito surgiu em Curitiba. Já em Mato Grosso do Sul, um jovem de 21 anos morreu após ingerir bebida alcoólica na noite de quinta-feira (2), em Campo Grande (MS). A causa da morte está sendo investigada como possível intoxicação pelo composto químico.

O metanol, ou álcool metílico, é usado na indústria como solvente e na produção de combustíveis, tintas e plásticos. O composto, usado ilegalmente para substituir o etanol em bebidas alcoólicas, por ser mais barato, é extremamente tóxico.

Sua ingestão gera compostos tóxicos no organismo, que atacam o sistema nervoso central e podem causar cegueira, falência de órgãos e morte, mesmo que consumido em pequena dose.

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