Goiás investiga primeiro caso suspeito de intoxicação por metanol

Secretaria de Saúde confirmou intoxicação por metanol em Goiás. Governo federal prepara ações emergenciais contra bebidas adulteradas

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra frasco de metanol - Foto: Reprodução/X

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Goiás confirmou, nesta sexta-feira (3/10), o primeiro caso suspeito de intoxicação por metanol no estado. A ocorrência foi registrada em Uruaçu, município localizado na região norte.

O anúncio ocorre em meio ao avanço dos registros em todo o país. Segundo o Ministério da Saúde, o Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) contabiliza 60 notificações de intoxicação por metanol no Brasil. Destas, 11 foram confirmadas, todas em São Paulo, onde também houve uma morte oficial.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás informou que a paciente é uma mulher de 25 anos, moradora de Itapaci (GO). Ela teria consumido bebida alcoólica durante um passeio em uma cachoeira localizada em Guarinos (GO) e, em seguida, foi internada em Uruaçu, no norte do estado.

A jovem permanece na UTI do Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), onde recebe acompanhamento integral de uma equipe multidisciplinar.

O caso, por enquanto, é tratado como suspeito e segue em investigação. Exames laboratoriais estão sendo realizados para confirmar ou descartar a contaminação por metanol.

Outras oito mortes seguem em investigação — cinco em São Paulo e duas em Pernambuco.

Confira os números oficiais:

São Paulo: 42 casos suspeitos em investigação e 11 confirmados. Uma morte confirmada e cinco em apuração.
Pernambuco: cinco casos suspeitos em investigação e duas mortes em análise.
Distrito Federal: um caso suspeito em investigação, envolvendo o rapper Hungria.
Bahia: um caso suspeito em Feira de Santana, com óbito em apuração.

Nessa quinta-feira (2/10), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou medidas emergenciais para enfrentar a situação. Entre as ações estão o envio de 4,3 mil ampolas de etanol farmacêutico a hospitais universitários federais e unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), além da intensificação das fiscalizações em bares, distribuidoras e supermercados.

O metanol, também chamado de álcool metílico, é um produto usado na indústria química e de combustíveis. A ingestão, mesmo em pequenas doses, pode causar cegueira, falência de órgãos e morte.

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