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Brasil

"Interlocução diminuiu", diz Amorim sobre relação com Venezuela

Ex-chanceler e conselheiro internacional pessoal do presidente Lula declarou que "há mal-estar" no governo com regime de Maduro

29/10/2024 16:38, atualizado 29/10/2024 16:43
Roque de Sá/Agência Senado
celso amorim cre senado - Metrópoles

O ex-chanceler e assessor especial para assuntos internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Celso Amorim, disse nesta terça-feira (29/10) que a interlocução com o regime de Nicolás Maduro na Venezuela “caiu” e que o Brasil segue sem legitimar o processo eleitoral do país.

As declarações foram dadas durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados.

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Segundo Amorim, isso se dá principalmente pela falta das atas prometidas por Maduro que nunca foram divulgadas, já que o Brasil apostou na realização de um pleito eleitoral isento.

O ex-chanceler confirmou que a relação com a Venezuela está comprometida, e que existe dentro do governo Lula um “mal-estar” com o país vizinho.

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“Nós investimos muito na possibilidade de uma eleição isenta na Venezuela, e essas dúvidas todas criaram um mal-estar. Então, há um mal-estar, eu diria que esse mal-estar existe no governo. Eu torço que ele desapareça, mas isso vai depender de ações”, declarou o conselheiro internacional de Lula.

Nos últimos dias, as críticas do regime de Maduro contra Lula aumentaram. O Ministério Público da Venezuela acusou o presidente brasileiro de “forjar” seu acidente doméstico para não ir à cúpula dos Brics.