Indígena de 3 anos morre baleada pelo pai durante discussão com a mãe

Durante a discussão familiar, o suspeito atirou e atingiu a criança, que estava no colo da mãe em uma rede

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Uma criança indígena, de 3 anos, foi morta por um tiro de espingarda efetuado pelo pai na aldeia Borges, a cerca de 26 km do município de Amarante do Maranhão, situado no sul do estado. O caso ocorreu na segunda-feira (16/6).

Segundo a Polícia Militar do Estado do Maranhão (PMMA), o suspeito, identificado como Wesley dos Santos Miranda, atirou durante uma discussão com a mãe da criança, Regina.

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Arma utilizada no momento do crime
Em depoimento, a mulher informou que a briga aconteceu devido ao consumo excessivo de álcool por parte de Wesley
Wesley, que não é indígena, morava em Senador La Rocque e vivia na aldeia com a esposa e o filho
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Wesley, que não é indígena, morava em Senador La Rocque e vivia na aldeia com a esposa e o filho

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Arma utilizada no momento do crime

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Em depoimento, a mulher informou que a briga aconteceu devido ao consumo excessivo de álcool por parte de Wesley
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Em depoimento, a mulher informou que a briga aconteceu devido ao consumo excessivo de álcool por parte de Wesley

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Regina, que é indígena da etnia Guajajara, informou aos militares que, no decorrer da briga, ela foi agredida e ameaçada enquanto amamentava a criança, identificada como Mizael Arepeay.

Em depoimento, a mulher informou que a briga aconteceu devido ao consumo excessivo de álcool por parte de Wesley. Durante a prisão, segundo a polícia, ele estava visivelmente embriagado.

Ainda conforme o relato da vítima, o acusado invadiu a residência armado e, em seguida, apontou a espingarda em sua direção e efetuou os disparos. A mulher foi atingida de raspão na região torácica esquerda, entre o braço e o seio, e o filho levou um tiro na região abdominal.

Cárcere privado após disparos

Regina relatou que, após ouvir o disparo, tentou ajudar a criança, mas foi impedida pelo companheiro, que a prendeu dentro da casa. Depois de algum tempo, ela conseguiu escapar e pedir ajuda, mas a criança havia morrido.

Wesley, que não é indígena, morava em Senador La Rocque, também no Maranhão, e vivia na aldeia com a esposa e o filho.

Após o ocorrido, ele foi preso por volta das 21h dentro da própria aldeia e levado à Delegacia de Polícia Civil de Amarante. Depois, foi transferido para a Delegacia Regional de Imperatriz, onde continua preso.

De acordo com a polícia, o pai da criança assumiu que foi ele quem atirou, e entregou a arma usada no crime. Ele alegou que não tinha intenção de atingir o filho. O caso foi acompanhado pelo 34º Batalhão de Polícia Militar.

Wesley deve responder por homicídio, crimes relacionados à Lei Maria da Penha, tentativa de homicídio, porte ilegal de arma de fogo e cárcere privado.

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