Índia, Coreia do Sul e cúpulas: a agenda internacional de Lula em 2026

Presidente tem planos para viagens no primeiro semestre e vai buscar a ampliação do comércio com países asiáticos

atualizado

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Ricardo Stuckert / PR
Lula
1 de 1 Lula - Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já faz planos para as primeiras agendas internacionais de 2026. Em um ano marcado pela disputa eleitoral, o petista deve concentrar a atenção em temas internos. No entanto, há no radar ao menos quatro viagens previstas para o exterior no primeiro semestre, buscando estreitar as relações bilaterais e comerciais com parceiros.

A primeira delas pode ser ao Panamá, em janeiro. No último sábado (20/12), o titular do Planalto se reuniu com o presidente panamenho, José Raúl Mulino, às margens da Cúpula do Mercosul, e foi convidado a visitar o país para participar do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe. Segundo um auxiliar do petista, a agenda ainda está sendo avaliada.

Em fevereiro, Lula visitará a Índia e a Coreia do Sul. Na primeira parada, o brasileiro participará da abertura de um seminário sobre inteligência artificial e, logo em seguida fará uma visita de Estado.

Nos últimos meses, o Brasil tem intensificado as conversas para fortalecer vínculos econômicos e abrir o mercado indiano para produtos brasileiros. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) liderou uma missão a Nova Delhi em outubro com o objetivo de aumentar o fluxo de comércio e investimentos.


Estratégia

  • Apesar do ano eleitoral, o presidente brasileiro planeja viagens internacionais em busca de atrair investimentos para o país.
  • O governo tem apostado na estratégia de diversificar parceiros internacionais de forma a reduzir a dependência de grandes potências no comércio bilateral.
  • Na avaliação de auxiliares, a medida ajudou a minimizar os impactos do tarifaço sobre a economia.
  • O Brasil tem dedicado atenção especial a mercados na Ásia. Neste mandato, Lula fez visitas à China, Malásia, Indonésia, Japão e Vietnã.

A viagem à Coreia do Sul também é estratégica para a ampliação de mercados. O governo tem especial interesse em abrir espaço para a exportação de carne brasileira ao país asiático.

O Planalto prevê, ainda, uma viagem de Lula à Alemanha, em março, para participar da Feira de Hannover — considerado o principal evento de inovação e tecnologia industrial do mundo. Na ocasião, o Brasil receberá uma homenagem. O petista também terá uma reunião bilateral com o primeiro-ministro Friedrich Merz.

Segundo semestre

A partir do segundo semestre os compromissos internacionais de Lula devem ficar comprometidos por conta da campanha à reeleição. Apesar de não confirmado, o presidente pode marcar presença em cúpulas internacionais, das quais ele costuma participar anualmente. É o caso da Cúpula do G7, que em 2026 será sediada na França. O evento ocorrerá em junho e, tradicionalmente, o presidente brasileiro é convidado.

A previsão também vale para o encontro de líderes do Brics, na Índia, ainda sem data para ocorrer; a Assembleia-Geral das Nações Unidas, em setembro, em Nova York (EUA); a Cúpula do G20, também nos Estados Unidos; e a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), na Turquia.

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