Imprensa internacional diz que impeachment de Dilma esconde problemas
O jornal The New York Times afirmou que a decisão do Senado encerra uma "luta de poder que consumiu a nação [brasileira] durante meses e derrubou um dos mais poderosos partidos políticos do hemisfério ocidental"

A imprensa internacional deu hoje (31) ampla cobertura sobre a aprovação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff no Senado Federal. O jornal The New York Times afirmou que a decisão do Senado encerra uma “luta de poder que consumiu a nação [brasileira] durante meses e derrubou um dos mais poderosos partidos políticos do hemisfério ocidental”.

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Ver todasA rede de televisão CBS news afirmou que a decisão do Senado brasileiro “culmina a luta de um ano que paralisou a economia mais poderosa da América Latina e expôs fendas profundas” entre todos os setores da sociedade do Brasil, desde as relações raciais até as decisões sobre gastos sociais.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOutra rede de televisão, a ABC news lembrou que Dilma Rousseff foi uma referência mundial por combater a corrupção, mas agora é ela própria quem está sofrendo o resultado de uma acusação de ter “supostamente manipulado as finanças do governo para esconder um crescente déficit na arrecadação.
Em sua edição americana, o jornal britânicoThe Guardian informou que a decisão do Senado fará com que Dilma Rousseff seja substituída pelos restantes dois anos e três meses de seu mandato por Michel Temer, um político de centro-direita, que estava entre os líderes da conspiração contra sua ex-companheira de chapa.
O The Guardian fez um rápido balanço do governo de Dilma Rousseff. A publicação revelou que, apesar de nunca perder uma eleição, Dilma sofreu com a redução do apoio político junto à sociedade e junto ao Congresso, em razão da crise econômica, da paralisia do governo e de um escândalo de corrupção maciça que implicou quase todos os principais partidos.
“Por mais de dez meses, a líder esquerdista lutou para desmentir acusações de que manipulou fundos para programas sociais e de que assinou decretos para alterar gastos orçamentários, sem a aprovação do Congresso.
A oposição, conforme lembrou o jornal, alegou que estes constituíam um “crime de responsabilidade”. Dilma negou e afirmou que as acusações sobre as operações- igualmente feitas em administrações anteriores – foram forjadas pelos adversários “incapazes de aceitar a vitória de Partido dos Trabalhadores”.



