Idoso relatou maus-tratos em asilo antes de morrer: “Me deu um murro”

Homem de 91 anos relatou que foi agredido pela dona do local e por uma funcionária. Idoso morreu na semana passada, após as agressões

atualizado 06/08/2021 9:19

Idoso relatou maus-tratos em asilo antes de morrer: "Me deu um murro"Reprodução/ G1

Antes de morrer, o idoso de 91 anos que teria sido maltratado em uma Instituição de Longa Permanência de Idosos em Maringá, no Paraná, relatou ter sido enforcado e agredido pela proprietária do local e por uma funcionária.

Em vídeo publicado pelo portal G1, o homem contou à neta detalhes sobre as agressões.

“Primeiramente, ela me deu um murro, quase afundou a cabeça para baixo”, diz. “Pegou os dois dedos e cruzou na minha cabeça, na veia artéria e trancou. Eu quase morrendo afogado e ela trancando a minha veia”, completa.

O idoso também disse que viu outros moradores do asilo serem maltratados. “A japonesinha mesmo foi maltratada. Diversas lá passaram, cada uma pior que a outra”, prosseguiu ele.

“Lá aconteceu cada barbaridade. Ali era boca de siri. ‘Psiu, cala a boca, quem manda sou eu’. Acabou a história”, contou. Confira:

A responsável pela instituição foi presa nessa quarta-feira (4/8), após a morte do idoso de 91 anos. O MPPR apura informações de maus-tratos e agressões físicas que teriam culminado com a queda do residente, que fraturou um fêmur e acabou morrendo na semana passada em decorrência disso.

O caso é conduzido pela 14ª Promotoria de Justiça da comarca, que também obteve uma ordem de busca e apreensão no asilo e na residência da mulher. Após pedido do Ministério Público, a Justiça deferiu liminar e interditou a instituição.

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Além das suspeitas de abuso, há indícios, segundo o MPPR, de que o idoso de 91 anos e outros internos estariam sendo mantidos sedados com medicação — a queda, inclusive, pode ter ocorrido em razão disso.

Como cita a Promotoria de Justiça, a vítima também afirmou que teve os cabelos cortados à força e que “os idosos remanescem dopados com medicamentos naquele local”, sendo que muitos têm medo de noticiar as violências em razão de ameaças feitas pelas requeridas.

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