Ibovespa fecha no menor nível desde 2020, e dólar chega a R$ 5,23

Índice chegou na casa dos 98 mil pontos, pressionado principalmente pelas ações da Vale. Moeda americana teve maior alta desde fevereiro

atualizado 23/06/2022 18:18

bovespaNilton Fukuda/Estadão Conteúdo

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, caiu para a casa dos 98 mil pontos nesta quinta-feira (23/6), menor nível desde novembro de 2020. O indicador registrou uma baixa diária de 1,45%. Enquanto isso, o dólar atingiu a maior cotação em quatro meses, fechando a R$ 5,229.

A queda do Ibovespa foi pressionada principalmente pelas ações da Vale, que caíram mais de 3%. Papéis ordinários da Petrobras (PETR3;PETR4) também tiveram um recuo na sessão do dia, de 2%.

A perda acumulada nesta semana já é de 1,75%, enquanto a do mês chega a 11,92%. O recuo contrasta com os ganhos que o índice acumulava até 1º de abril, quando somava 16%. No ano, a retração é de 6,43%.

A pontuação desta quinta-feira é a menor desde 4 de novembro de 2020, quando o Ibovespa atingiu 97.866. Na quarta-feira (22/6), o indicador caiu 0,16%, a 99.522 pontos.

As quedas também têm relação com a pressão causada pela possibilidade recessão global. Nesta quinta-feira, o Banco Central anunciou que a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deste ano passou de 1% para 1,7%.

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Dólar

O dólar, por outro lado, chegou ao maior nível desde 11 de fevereiro, quando atingiu R$ 5,242. A cotação final desta quinta foi de R$ 5,229. No pico do dia, a moeda chegou a avançar 1,10%, a R$ 5,2363.

Também nesta quinta, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, avançava 0,15%, aos 104,36 pontos.

O resultado foi impactado por declarações de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, Banco Central norte-americano. Em audiência no Congresso dos EUA, Powell afirmou que uma recessão é “certamente uma possibilidade” no país, mas que o Fed mantem o compromisso “incondicional” com o controle da inflação. A fala sinaliza mais aumentos nos juros ao longo deste ano.

Em 15 de junho, o país teve a maior alta nos juros desde 1994, com uma taxa básica de 0,75 ponto percentual. A medida foi considerada “drástica” por investidores e analistas. O objetivo do órgão de política monetária foi tentar dar uma resposta à inflação crescente nos EUA, a maior das últimas quatro décadas.

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