IBGE prevê recuo de 3,4 milhões de toneladas para safra de 2026

Estimativa é colher de 342,7 milhões de toneladas, o que representa recuo de 1% frente a 2025. Em dezembro, esperava-se safra ainda menor

atualizado

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Wenderson Araujo/CNA
Imagem colorida de colheitadeiras colhendo soja
1 de 1 Imagem colorida de colheitadeiras colhendo soja - Foto: Wenderson Araujo/CNA

A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2026 deve totalizar 342,7 milhões de toneladas. A se confirmar a previsão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira (12/2), o resultado representará um recuo de 1% na comparação com a de 2025, que é de 346,1 milhões de toneladas. A diferença é de 3,4 milhões de toneladas a menos.

Embora a previsão do IBGE em janeiro para a safra de 2026 seja 1% menor do que a de 2025, houve crescimento na estimativa em relação à divulgada em meados de janeiro deste ano. Em janeiro, o Instituto aguardava que a colheita alcançasse 335,7 milhões de toneladas e agora 342,7 milhões, variação de 0,8% a maior.

O recuo da produção de 2026 em relação à safra 2025 é atribuído a estimativas menores para produtos como:

  • algodão herbáceo (em caroço): 11%
  • arroz em casca: 7,9%
  • milho: 5,6%
  • sorgo: 13,9%
  • trigo: 1,0%.

No caso do milho, deve haver crescimento de 11,3% para a primeira safra e declínio de 9,3% para a segunda.

Por outro lado, são esperados crescimentos na produção de soja (3,9%) e feijão (0,9%).

O que aconteceu em 2025

A área colhida em 2025 apresenta um crescimento de 3,1% no comparativo com 2024. No total, o ano de 2025 fecha com plantio sobre uma área de 81,5 milhões de hectares.

Neste cenário, se destacam as produções de arroz, milho e soja que juntos respondem por 92,5% da estimativa da produção e representam 87,9% da área a ser colhida.

Na comparação com o ano anterior, houve acréscimos de 5,8% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 10,9% na do arroz em casca; de 3,6% na da soja; de 4,2% na do milho (declínio de 5,7% no milho 1ª safra e crescimento de 7,0% no milho 2ª safra); e de 16% na do sorgo; ocorrendo declínios de 7% na do feijão e de 18,6% na do trigo.

PIB

Representando o terceiro peso do Produto Interno Bruto (PIB), a agropecuária — que inclui não só a agricultura — teve crescimento de 0,4% no terceiro trimestre de 2025 na comparação com o trimestre anterior. O setor é o segundo maior entre os segmentos para o período. Historicamente, os maiores pesos da economia são os setores de serviços e indústria.

Os resultados do PIB do quarto trimestre de 2025 ainda não foram fechados. O PIB da economia Brasileira tem previsão do Ministério da Fazenda de fechar 2025 em 2,3%. Para 2026, a pasta acredita que o crescimento de 2,3% vai se repetir.

O crescimento da agropecuária em 2025 é estimado pela Fazenda em 11,3%, no entanto, deve haver uma desaceleração em 2026, com uma expansão de 0,5% no setor.

Abate

O IBGE também divulgou dados do abate de rebanhos e aquisição de leite cru. No quarto trimestre de 2025, o abate de bovinos subiu 13,1% na comparação com o mesmo período de 2024. Quando o indicador é comparado com o trimestre anterior, no entanto, verifica-se um recuo de 2,9%.

O abate de suínos também aumentou, neste caso com um avanço de 2,3% em relação ao mesmo período de 2024, com queda de 6,6% na comparação com o terceiro trimestre de 2025.

Conforme o IBGE, o abate de frangos cresceu 3,9% na comparação anual e caiu 0,2% frente ao trimestre anterior.

A aquisição de leite cru, medida pelo IBGE no quarto trimestre de 2025, foi de 7,34 bilhões de litros, o que representa uma alta de 8,2% em relação ao quarto trimestre de 2024 e de 4,8% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.

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