Huck elogia escolha de Bolsonaro para o MEC: “Que traga modernidade”

Renato Feder é processado por sonegação e já defendeu a privatização do ensino e fim da pasta que vai gerir

atualizado

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1 de 1 Luciano Huck - Foto: AgNews

O apresentador Luciano Huck usou as redes sociais para a elogiar a nova escolha do presidente Jair Bolsonaro para o comando do Ministério da Educação. Segundo ele, “a juventude” de Renato Feder deve servir para trazer “modernidade e não insegurança”. O apresentador fez votos de que Feder “não fique mais realista que o rei ou preso a ideologias regressistas”.

 

Huck é um nome já assediado por vários partidos do campo de centro-direita para a corrida eleitoral de 2022. Ele chegou a ensaiar participar das eleições em 2018, mas desistiu quando foi obrigado a escolher entre seu emprego na Rede Globo e a política. Agora, ele tem mantido diálogo com legendas, entre elas, o Cidadania, comandado por Roberto Freire, que sonha em tê-lo como candidato.

O novo ministro foi secretário de Educação do Paraná e é uma indicação do governador do estado, Ratinho Júnior (PSD). Trata-se de um nome de preferência do chamado Centrão e que havia sido cotado para a pasta logo após a saída de Abraham Weintraub.

Na semana passada, Feder acabou preterido por Bolsonaro, que optou por chamar Carlos Alberto Decoletti – escolha da ala militar do governo. Decotelli teve a nomeação tornada sem efeito nessa quarta-feira (1/7) após vir a público que seu currículo tinha uma série de irregularidades, como um doutorado e um pós-doutorado que nunca existiram.

Ele é também empresário, dono da empresa Multilaser Industrial S.A.. Ele foi denunciado por sonegação fiscal e responde a processo milionário na Justiça de São Paulo, que corre em sigilo. Em 2016, Feder e o sócio, Alexandre Ostrowiecki, administradores da empresa foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Coordenadoria de Combate à Sonegação Fiscal (Coesf), por fraude de ao menos R$ 3,2 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Em posicionamento oficial, a empresa informou que o processo é resultado de uma dívida que o governo paulista tem de R$ 95 milhões com a Multilaser, que venceu e não foi paga.

Além disso, o novo ministro é um defensor da privatização do ensino público e do fim da pasta que assumirá. Suas propostas constam no livro “Carregando o Elefante”, assinado por ele e por Alexandre Ostrowiecki. O texto tem como premissa elencar proposições sobre “como transformar o Brasil no país mais rico do mundo”.

No livro, o secretário defende que as razões para privatizar escolas e universidades seriam o fato de “a iniciativa privada ser mais eficiente na gestão de qualquer coisa”. “Assim como é melhor que uma empresa privada frite hambúrgueres do que o governo, o mesmo ocorre no caso de uma escola”, comparou.

No modelo privado projetado pelo atual secretário do Paraná, seria implantado um sistema de vouchers, no qual cada aluno matriculado receberia uma bolsa, que seria repassada diretamente à escola, que poderia optar em receber apenas a verba governamental ou a cobrança de uma taxa extra. O sistema é utilizado há alguns anos no Chile.

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Novo ministro do MEC, Renato Feder era secretário da Educação do Paraná na administração de Ratinho Júnior
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Abraham Weintraub responde processo por suposto crime de racismo contra chineses
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Renato Feder chegou a ser convidado a substituir Decotelli, aceitou, depois recusou o cargo
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