“Honrar teu nome”, diz esposa de homem morto em trilha dos Legendários

Rodrigo Nunes, que morreu após sofrer uma crise convulsiva durante trilha do grupo Legendários, estava animado para participar do evento

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Foto colorida de Rodrigo Nunes de Oliveira com a esposa Ana Paula e os dois filhos - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de Rodrigo Nunes de Oliveira com a esposa Ana Paula e os dois filhos - Metrópoles - Foto: Redes sociais

Rodrigo Nunes de Oliveira, de 40 anos, homem que morreu após sofrer uma crise convulsiva durante uma atividade do grupo cristão Legendários, em Rondonópolis (MT), nesse sábado (28/6), estava animado para participar do evento, que teria duração de três dias. “Era um desejo, um sonho dele”, conta Ana Paula, esposa de Rodrigo, ao Metrópoles.

O técnico de segurança do trabalho chegou a ser socorrido e levado com vida ao Hospital Regional de Rondonópolis, onde foi intubado, mas não resistiu. Além da esposa, Rodrigo deixa dois filhos, de 1 e 3 anos.

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Rodrigo e os dois filhos, de 1 e 3 anos
Rodrigo e a esposa Ana Paula
Rodrigo Nunes de Oliveira, de 40 anos, homem que morreu após sofrer uma crise convulsiva durante uma atividade do grupo cristão Legendários, em Rondonópolis (MT)
Farda dos Legendários, nunca usada por Rodrigo
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Farda dos Legendários, nunca usada por Rodrigo

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Rodrigo e os dois filhos, de 1 e 3 anos
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Rodrigo e os dois filhos, de 1 e 3 anos

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Rodrigo e a esposa Ana Paula
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Rodrigo e a esposa Ana Paula

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Rodrigo Nunes de Oliveira, de 40 anos, homem que morreu após sofrer uma crise convulsiva durante uma atividade do grupo cristão Legendários, em Rondonópolis (MT)
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Rodrigo Nunes de Oliveira, de 40 anos, homem que morreu após sofrer uma crise convulsiva durante uma atividade do grupo cristão Legendários, em Rondonópolis (MT)

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Nas redes sociais, Ana Paula compartilhou uma foto da farda usada por membros do grupo Legendários, que Rodrigo nunca chegou a usar. “Vou levar seu legado, vou honrar o teu nome, os nossos filhos serão homens de caráter, íntegros, segundo coração de Deus. Eles sempre vão saber o pai que tiveram, por mim, eles sempre saberão quem você foi aqui na Terra”, escreveu a mulher. “Meu legendário, agora descansa com o Legendário.”

Até o momento, não há informações do que teria levado Rodrigo a sofrer a crise convulsiva que resultou em sua morte. Apesar disso, Ana Paula, esposa dele, confirmou ao Metrópoles que o homem nunca havia passado por um evento súbito do gênero.

De acordo com o manual MSD, de referência médica, uma crise convulsiva, também chamada de crise epiléptica, é uma ocorrência temporária de atividade elétrica anormal no cérebro, que resulta em alterações no comportamento, movimentos, sensações ou consciência da pessoa. Em outras palavras, uma crise convulsiva ocorre quando um número excessivo de células nervosas no cérebro envia sinais elétricos de forma simultânea e desordenada.

Essas crises, ainda segundo o manual, podem podem ser causadas por diversos fatores, incluindo epilepsia, febre, lesões cerebrais ou distúrbios metabólicos.

Em nota enviada ao Metrópoles, o grupo Legendários afirma que, durante a etapa final de um dos eventos, “em um momento de reflexão e espiritualidade”, Rodrigo não se sentiu bem e “imediatamente” foi atendido por uma equipe de médicos e profissionais de saúde.

O Movimento Legendários reitera que o participante estava em plenas condições físicas de atender ao evento e que ele havia apresentado atestados de saúde atualizados que comprovavam que estava apto.

O que é o grupo Legendários

O grupo Legendários, de acordo com o próprio site, “é um movimento que busca a transformação de homens, famílias e comunidades por meio de experiências que levam os homens a encontrar a melhor versão de si mesmos e seu novo potencial”.

O movimento foi fundado em julho de 2015, na Guatemala, pelo pastor guatemalteco José “Chepe” Putzu, e chegou ao Brasil cerca de dois anos depois.

Rodrigo participava do evento Track Outdoor de Potencial (TOP), um evento do grupo que promete imersão de 72 horas na natureza, com desafios. Os valores para a participação no TOP variam entre R$ 450 e R$ 81 mil, dependendo do local e da estrutura.

Os eventos intensivos geralmente duram de três a quatro dias e, neles, os homens enfrentam desafios físicos, vivenciam trilhas, acampamentos e “processos espirituais transformadores”.

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