Homem que matou menina a facadas queria cortar a cabeça dela

Em depoimento à polícia o suspeito disse que cometeu o crime "a mando de uma entidade". Ele foi linchado pela população

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atualizado 31/10/2019 8:47

O suspeito de matar a facadas uma criança de 5 anos na porta de uma escola em Betim, Minas Gerais, foi ouvido na tarde dessa quarta-feira (30/10/2019) pelo delegado titular da Delegacia de Homicídios de Betim, Otávio de Carvalho. Ele confessou que, depois de esfaquear Ieda Isabella Manoel Peres, deixou o local, mas decidiu retornar cerca de dez minutos depois para arrancar fora a cabeça da menina, mas foi dominado e agredido pela população que ficou revoltada. As informações são do jornal O Tempo.

No depoimento, o homem contou que saiu de casa logo cedo com uma faca de cozinha e, quando a vitima passou na rua com a babá, acertou o primeiro golpe nas costas da menina. A mulher tentou defender a criança e ele, ainda assim, desferiu mais três golpes no tórax e na região do pescoço de Ieda. A criança morreu no local.

O autor do crime foi levado ao hospital com ferimentos leves e preso pela polícia. O homem tinha várias leões na boca, cortes na perna e no pescoço. Disse ter sido agredido pela população com um pedaço de madeira e com um capacete. Uma pessoa também o atropelou com um carro. Na Delegacia de Homicídios, foi autuado por homicídio duplamente qualificado.

Identificado como Moabe Edon Souto, 25, ele já responde por um furto em 2016, quando foi preso em flagrante, um roubo no ano passado, e tráfico de drogas. O homem estava preso e usava tornozeleira eletrônica. O suspeito deixou a prisão em agosto deste ano, quando recebeu a liberdade provisória.

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Moabe Edon Souto

À polícia, Moabe disse que teve um surto e ouviu algumas vozes que o mandaram matar a criança. Ele fala que não conhecia a vitima e andava pela rua quando a viu caminhando de mãos dadas com a babá e o irmão de 7 anos. Em nenhum momento o suspeito tentou atacar a babá ou o menino.

No depoimento, ele contou ainda que é usuário de cocaína e de crack. Falou que usou drogas pela manhã, antes do crime. A família negou, disse que ele não tinha dinheiro para comprar drogas, pois estava desempregado.

A família disse para o delegado que o suspeito faz tratamento psiquiátrico e tomava medicação controlada, apresentando receituários médicos que serão juntados no processo. Para a polícia, ele agiu de forma consciente e sabia o que estava fazendo.

O suspeito respondeu todas as perguntas feitas pelos investigadores. Questionado se estava arrependido, disse que sim.

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