Homem que matou e jogou mulher em cisterna vira réu na Justiça de GO

O corpo de Edilene Alves da Silva Dourado foi encontrado enrolado em um lençol com ao menos três perfurações, na capital goiana

atualizado 25/06/2021 18:23

goias corpo de mulher cisternaReprodução/Tv Anhanguera

Goiânia – O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida e Tribunal do Júri, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), acatou denúncia contra o ajudante de limpeza Sebastião Carlos Lima da Silva, de 40 anos, que matou e jogou o corpo da companheiro dentro de uma cisterna, na capital goiana. O homem responderá por feminicídio, com emprego de recursos que dificultou a defesa da vítima e ocultação de cadáver.

O corpo de Eliene Alves de Silva Dourado, de 45 anos, foi encontrado no último dia 6 de junho, enrolado em um lençol e com ao menos três perfurações dentro do fosso da casa onde morava, no Setor Village Santa Rita.

Durante as investigações, segundo a polícia, o homem confessou a autoria do crime, mas alegou legítima defesa. Porém, o delegado Ernani Cézar concluiu que o crime foi motivado pelo fim do relacionamento do casal.

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) ao denunciar o homem, juntou ao processo uma outra denúncia contra ele, protocolada em 2019. No documento, o órgão afirma que, em 2018, Sebastião agrediu com socos e chutes uma outra ex-companheira, até que ela perdesse os sentidos e desmaiasse. A agressão teria ocorrido na frente do filho deles, que tinha apenas 8 anos na época.

O juiz concedeu prazo de 10 dias para que a defesa do acusado se manifeste. Caso ninguém se apresente, os autos serão encaminhados para a Defensoria Pública de Goiás.

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O caso

O corpo de Eliene foi encontrado por familiares dela, que foram até a casa que ela morava em busca de informações sobre o paradeiro da mulher. Uma testemunha relatou a polícia que o casal tinha um relacionamento conturbado, sendo que a última briga havia sido há poucos dias, quando eles trocaram agressões físicas. A pessoa informou ainda que a vítima já tinha sido agredida em outras ocasiões pelo companheiros.

Agentes da Polícia Civil, da Polícia Técnico Científica e militares fizeram buscas por Sebastião em dois endereços, onde ele supostamente morada, um em Goiânia e outro em Senador Canedo, na região metropolitana da capital, no entanto, ele não foi encontrado.

Sebastião foi preso no dia 8/6, dois dias após a localização do corpo de Eliene, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Santa Isabel, na Grande São Paulo. O homem tentou fugir para o Rio de Janeiro, onde tem familiares.

Em razão da tentativa de fuga, ao receber a denúncia contra Sebastião, a Justiça converteu a prisão temporária em preventiva.

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