Hamster de apoio emocional morre antes de conseguir viajar com família
O animal de assistência emocional de Maria Eduarda, de 8 anos, que tem TDAH, foi impedido de ser levado em voo de Florianópolis para Bélgica
atualizado
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São Paulo – Morreu na sexta-feira (4/1) a hamster Ivy, que era animal de assistência emocional de Maria Eduarda, 8 anos, que tem Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
O pet morreu antes do cumprimento da liminar do Tribunal de Justiça de Santa Catarina que determinou que a companhia aérea Azul viabilizasse a viagem de Roger Bittencourt, pai de Maria Eduarda, para buscar a mascote no Brasil.
Ivy tinha um 1 ano e 8 meses de idade. A expectativa de vida de animais dessa espécie varia entre 1 ano e meio a 3 anos.
Barrada em voo
Os parentes se mudaram, em dezembro, de Florianópolis para a Antuérpia, na Bélgica. Antes, planejaram-se e cumpriram todos os protocolos para que Ivy pudesse viajar dentro da cabine do avião acomodada em uma caixa de transporte.
A hamster chegou a voar de Florianópolis para Campinas, em São Paulo. Mas, em conexão no Aeroporto de Guarulhos, a Azul impediu que o animal continuasse o percurso.
A família precisou retornar para Santa Catarina e deixar Ivy com um parente, e depois seguir para a Bélgica.
Indenização
O advogado Leandro Furno Petraglia, que representa Roger Bittencourt, afirmou ao Metrópoles que, mesmo com a morte da hamster, a família vai seguir com o processo contra a Azul para ser indenizada por danos morais.
Segunda Petraglia, a defesa vai argumentar que o distanciamento dos tutores e o stress por ter sido deixado em outra casa prejudicaram a qualidade de vida do bicho. De acordo com o advogado, a indenização máxima para esse caso é de R$ 48 mil.
A reportagem do Metrópoles procurou a Azul, mas a companhia aérea afirmou que não comentará o caso.














