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Brasil

Haddad defende reforma tributária: "Brasil é o país das desigualdades"

Haddad também pediu uma reunião "o quanto antes" com o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, para falar sobre a reoneração da folha

08/05/2024 08:43, atualizado 08/05/2024 10:09
Hugo Barreto/Metropóles @hugobarretophoto
Imagem colorida de Fernando Haddad - Metrópoles

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil é o “país das desigualdades”, durante o programa Bom dia, Ministro desta quarta-feira (8/5), da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Para ele, o país tem um modelo de taxação que beneficia os mais ricos e prejudica as pessoas consideradas “pobres” (aqueles que recebem até dois salários mínimos). Haddad diz que o objetivo do governo é fazer com que quem “precisa mais, pague menos, e quem pode mais pague mais”.

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Haddad quer reunião com Pacheco

O ministro também informou que pediu uma reunião “o quanto antes” com o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para conversar sobre a reoneração da folha.

“É uma briga que se arrasta por mais de 10 anos e nós queremos pôr um fim nisso, até porque estamos fazendo a maior reforma tributária da história do Brasil. Começando pelos impostos sobre consumo, que vão cair. Mas na sequência, haverá reforma da folha, de uma maneira geral, e da renda”, afirmou.

imagem colorida mostra rodrigo pacheco e fernando haddad - Metrópoles

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Ele disse que solicitou esse encontro para dizer que “todo mundo vai ganhar” com essa proposta de reoneração. E acrescentou que ainda não há data para ocorrer essa reunião, pois depende da agenda de Pacheco.

“Justamente estou fazendo essa visita [ao Pacheco] para entendermos que todo mundo vai ganhar com isso. Porque a reoneração vai ser gradual, conforme nós tínhamos anunciado. Daria tempo para a Fazenda concluir a reforma sobre o consumo, do tributo sobre consumo, e passar a considerar as reformas adicionais tudo feito com calma e respeito”, explicou o ministro da Fazenda.

“Antigamente o ajuste fiscal era fácil de fazer: congela o salário-mínimo, congela o salário do servidor público. Isso tudo é ficção, porque uma hora o problema bate à porta”, completa Haddad.