Haddad cobra Congresso por compensação na desoneração da folha
Presidente do Congresso retomou a desoneração da folha de pagamento de municípios. Fazenda alega que medida não tem fonte de compensação

O ministro Fernando Haddad, da Fazenda, cobrou do Congresso Nacional uma fonte de compensação para a retomada da desoneração da folha de pagamento dos municípios.
Na segunda-feira (1º/4), o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), prorrogou a Medida Provisória (MP) nº 1.202/2023 por mais 60 dias, mas deixou expirar o trecho relativo aos municípios. Com isso, a alta na alíquota, de 8% para 20% sobre a folha das prefeituras, como queria a Fazenda, não passará a valer, o que implicará até R$ 10 bilhões aos cofres da União.
Em entrevista nesta quarta-feira (3/4), o titular da pasta econômica alegou que “todo gasto tributário primário tem que vir acompanhado de uma compensação”.

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Ver todasHaddad confirmou ainda que a Advocacia-Geral da União (AGU) estuda judicializar a retomada da desoneração da folha de pagamento dos municípios. “A AGU está estudando a matéria. Isso não foi submetido ainda ao presidente da República.”
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Tudo pode ser feito, mas tudo tem de ser feito de acordo com uma regra de finanças públicas”, defendeu o ministro.
Um dia após sair em defesa de um “pacto” entre os Três Poderes, o ministro negou ofensa ao Congresso. “Não me parece tão complexo o que nós estamos tratando, nem é ofensivo. Ninguém aqui está querendo afrontar ninguém, só estamos lembrando que existe uma regra”, explicou.
“O princípio que deveria ser enaltecido é de que a toda despesa deveria corresponder uma fonte de compensação”, reforçou Haddad.



