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Brasil

Haddad acena ao Congresso e diz que divergências são "naturais"

Ministro da Fazenda discursou durante a reunião ministerial e destacou atuação do Congresso para aprovação de medidas econômicas

17/12/2025 12:57
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Haddad acena ao Congresso e diz que divergências são “naturais”

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, acenou ao Congresso Nacional durante discurso na reunião ministerial desta quarta-feira (17/12) e agradeceu aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado pela aprovação de medidas econômicas que tramitaram nas Casas.

O encontro com toda a equipe de governo, que acontece na Residência Oficial da Granja do Torto, conta com a presença dos líderes do governo José Guimarães (Câmara), Jaques Wagner (Senado) e Randolfe Rodrigues (Congresso).

“Se não fosse o Legislativo e o trabalho que esses líderes fizeram para tornar isso realidade, nós não íamos ter a menor condição de chegar até aqui”, disse o ministro.

Haddad também minimizou as tensões entre os poderes, em meio ao atrito do Planalto com os presidentes Davi Alcolumbre, do Senado, e Hugo Motta, da Câmara, que se intensificou neste final de ano.

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“É natural as tensões entre os poderes, ter divergência, brigar por mais ou por menos, chegar no meio termo, negociar, ir para a mesa de negociação”, ressaltou o chefe da Fazenda. “Todos os projetos cruciais para o país que foram apresentados, eles foram pautados pelos presidentes, pelos lideres e foram apreciados de alguma maneira pelos parlamentares”, completou.

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Balanço de governo

A reunião ministerial busca fazer um balanço do terceiro ano de governo e apresentar diretrizes para o ano que vem. Antes de Haddad, discursaram o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

Em sua apresentação, o titular da Fazenda destacou dados da economia, como a queda no desemprego e nos índices de pobreza no país. Ele também falou sobre a “herança” deixada por governos anteriores.

“O presidente herdou um inferno no campo fiscal depois de 7 anos de governos de direita e extrema direita. Eles se apresentam como os campeões da responsabilidade fiscal, é só pegar os números de 7 anos. Tem nada a ver uma coisa com a outra”, frisou.