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Brasil

Hacker é preso por criar canal de fofoca e divulgar pornografia em GO

Segundo a polícia, fofocas divulgadas pelo hacker chegaram a provocar a demissão de uma professora. Homem usava chip do Canadá

08/03/2024 08:41, atualizado 08/03/2024 11:42
Reprodução/TV Anhanguera
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Goiânia – Um hacker foi preso suspeito de criar um canal de fofoca sobre os moradores de Niquelândia, município do norte goiano. Segundo informações da Polícia Civil de Goiás (PCGO), o homem foi identificado como Yuri Martins Domingos dos Santos, e não tinha interesses financeiros com as publicações.

Conforme as investigações, o conteúdo compartilhado pelo suspeito chegou a causar a demissão de algumas vítimas. Além das publicações contendo informações falsas, ele chegava a postar imagens e vídeos de cunho sexual e pornográficos. Segundo a PCGO, o hacker usava uma máscara e a inteligência artificial para modificar a voz. Ele se apresentava como “Anônimo”.

“Todas as fofocas que vocês veicularem para o Anônimo serão divulgadas aqui no grupo sem identificar nenhum de vocês. O Anônimo é nada sem vocês”, dizia um comunicado do perfil de fofoca.

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Notícias falsas

As investigações, iniciadas há cerca de seis meses, também apontaram que as primeiras ações do suspeito começaram usando um celular que havia sido perdido. Quando o aparelho foi bloqueado, ele conseguiu um novo chip, mas do Canadá. Para dificultar ser localizado, ele usou a inteligência artificial e criou um canal no WhatsApp.

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Lá, o suspeito publicava situações íntimas e falsas sobre os moradores da cidade, bem como divulgava conteúdos pornográficos. Esse material, segundo a polícia, era enviado por terceiros e, inclusive, causou demissões. Uma das vítimas foi a professora Tatiane França.

“Foi um vídeo [de cunho sexual] pegado na internet, aí, recortou até o tempo que a silhueta parecia com a minha, o corpo parecido com o meu e jogou na internet… Isso percorreu mais de uma semana como verdade, e eu perdi o emprego”, disse Tatiane em entrevista à TV Anhanguera.

A polícia informou que as pessoas que enviavam os conteúdos para o suspeito também são investigadas.