Guterres: desafio da temperatura abaixo de 1,5 ºC “começa em Belém”
Guterres destacou, em vários trechos, o compromisso “ambicioso” de 1,5 °C ser a única linha vermelha de clima para o planeta
atualizado
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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, discursou, nesta quinta-feira (20/11), na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), e afirmou que o desafio de manter o aumento da temperatura abaixo de 1,5 ºC começa em Belém, cidade que sedia a conferência.
“Estou fortemente apelando a todas as delegações para mostrar a habilidade e a flexibilidade de distribuir resultados que protejam as pessoas e mantenham as temperaturas abaixo de 1,5 °C”, afirmou Guterres.
O secretário pontuou que “essa missão começa aqui em Belém”. “Mas cada delegação tem a responsabilidade de alcançar um intercâmbio de equilíbrio […] Triplicar a adaptação financeira em 2030 é essencial”, destacou o secretário.
COP30
- A primeira semana da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) ocorre em Belém (PA) desde o dia 10 de novembro.
- Entre adaptação climática, financiamento, transição justa e o delicado debate sobre combustíveis fósseis, o clima é de cautela.
- O Brasil considera a COP30 como “a COP da verdade”, na qual serão discutidos os mecanismos para alcançar a meta de US$ 1,3 trilhão em financiamento climático até 2035.
Guterres destacou, em vários trechos, o compromisso “ambicioso” de 1,5 °C ser a única linha vermelha de clima para o planeta.
“Esta é a hora de liderança. Fiquem fortes, sigam a ciência, coloquem as pessoas antes de lucros, e, por favor, mantenham os olhos na linha final”, finalizou o discurso.
1,5 °C
Um relatório da ONU inidicou que o planeta ultrapassará de forma definitiva a temperatura média de 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais já na próxima década.
Os signatários do Acordo de Paris de 2015 concordaram em limitar o aumento das temperaturas a no máximo 2 °C acima dos níveis pré-industriais, com esforços para barrar o aumento a 1,5 °C.
O relatório afirma que a única maneira de limitar o aquecimento global a 1,5 °C até 2100 seria cortar as emissões em mais de 55% até 2035.
