Guerra no Irã: Haddad diz que BC saberá “administrar a dose” da Selic
Copom sinalizou redução da taxa de juros em março. No entanto, impacto da guerra no Oriente Médio pode mudar a decisão
atualizado
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, considera que o Banco Central (BC) vai saber tomar a decisão mais adequada sobre a taxa básica de juros no Brasil.
O Comitê de Política Monetária (Copom) indicou na reunião de janeiro que reduziria a Selic — que está em 15% ao ano —, mas as altas do dólar e do petróleo, em função da guerra no Oriente Médio, são vistas como ameaça à previsão de redução no índice.
“O Banco Central, com base nos dados, vai verificar a conveniência de um movimento ou outro (redução ou alta da Selic). Isso é atribuição dos diretores que estão lá indicados para isso, para essa missão. Nós temos uma doença, um remédio, e o que o Banco Central faz é administrar a dose”, explicou o ministro nesta terça-feira (10/3).
A próxima reunião do Copom está marcada para as próximas terça (17/3) e quarta-feira (18). O colegiado havia sinalizado na última ata, em janeiro, que haveria uma redução na taxa Selic em março. No entanto, o cenário pode ter sido alterado pela guerra no Oriente Médio.
O preço do petróleo tem oscilado bastante. Na segunda (9/3), o preço do barril registrou alta de 30% e encostou nos US$ 120. Hoje, opera em queda e a cotação do Brent, principal referência internacional no valor do combustível, está em US$ 91,43.
Diante destes fatores, o mercado financeiro se divide sobre a possibilidade de o Copom confirmar a previsão de redução nos juros ou não.
