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Eleições 2026Brasil

"Guerra de sigilos": campanhas de Flávio e Lula vão TSE para tratar do tema

Campanha petista e do candidato do PL foram ao tribunal nesta quinta-feira (22/10) para dar suas versões sobre a disputa por transparência

22/10/2026 12:01
Arte Metrópoles
Lula e Flávio Bolsonaro, em montagem - Metrópoles

As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador e candidato do PL, Flávio Bolsonaro (RJ), foram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (22/1o) para tratar sobre as quebras de sigilo, em mais um desdobramento da disputa travada sobre o tema.

A campanha do petista foi ao TSE formalizar a autorização para a lista de exigências feitas pelo senador em torno da abertura dos sigilos bancários, fiscal e telefônicos dos dois candidatos. Já a campanha de Flávio foi ao tribunal para afirmar que vai analisar tudo que foi apresentado antes de apontar qual será a resposta.

Do lado do PT, estiveram no TSE o coordenador de campanha e líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE), os ministros da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e do Empreendedorismo, Paulo Pereira, o presidente do PT, Edinho Silva, e a deputada federal Camila Jara (PT-MS).

Do lado do PL, o ex-procurador da Lava Jato e senador eleito eleito pelo Paraná, Deltan Dallagnol (PL), foi escalado pela campanha para cuidar do tema na Corte. Ele esteve no tribunal na manhã desta quinta acompanhado da jurista Maria Claudia Bucchianeri.

O que pediu a campanha de Flávio

No documento protocolado na Justiça Eleitoral, Flávio condicionou a entrega de seus dados ao cumprimento de contrapartidas que devassam tanto as gestões passadas do petista quanto o atual mandato presidencial.

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Veja a lista:

  • Entorno e gabinete: apresentação da autorização formal para quebra de sigilo de assessores diretos, como Marco Aurélio Santana Ribeiro, o “Marcola”, ex-chefe de gabinete.
  • Negócios familiares e entidades: abertura bancária e fiscal de empreendimentos vinculados a parentes do presidente — como as empresas do filho Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, e operações comerciais recentes no exterior —, além do Instituto Lula e da L.I.L.S. Palestras desde 2003.
  • Caso Master: transparência total sobre a lista de acessos ao Palácio do Planalto e detalhes da audiência entre Lula e o banqueiro Daniel Vorcaro em dezembro de 2024.
  • Gastos e agendas oficiais: divulgação detalhada das despesas do cartão corporativo da Presidência da República desde janeiro de 2023, acompanhada do histórico de agendas institucionais da primeira-dama, Janja, ao longo do mandato.
  • Desdobramentos no INSS: explicações públicas sobre a interlocução da gestão federal com a lobista Roberta Luchsinger, contendo registros de visitas a prédios oficiais e deslocamentos em aeronaves da FAB, além da quebra de sigilo de Frei Chico, sindicalista e irmão do presidente.

Segundo a campanha petista, foram entregues os documentos com as exigências feitas pela campanha do adversário.

A guerra sobre sigilos entre as campanhas ocorre na reta final deste 2º turno. Faltam apenas três dias para os brasileiros decidirem o próximo presidente da República.