Grupo de mulheres libertárias planeja crescimento na política em 2026

Mulheres do LOLA Brasil defendem que políticas públicas de gênero criam mulheres disfuncionais

atualizado

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O Ladies Of Liberty Alliance no Brasil (LOLA Brasil) quer aumentar sua influência na política em 2026 com associadas ao redor do país que serão candidatas a cargos nos legislativos estaduais e federal. O grupo, que se diz apartidário, defende o Estado mínimo e o liberalismo como a única forma de “libertar” as mulheres.

Na última edição do Fórum da Liberdade, que aconteceu entre os dias 9 e 10 de abril, a presidente do LOLA Brasil, Letícia Barros, destacou a importância de eleger mulheres liberais, alinhadas com os princípios do grupo, para o avanço de pautas libertárias no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas. A missão do LOLA Brasil é empoderar mulheres na luta pela liberdade.

O grupo, segundo documentos divulgados no site, quer formar uma sociedade “em que as ideias liberais e libertárias sejam mais atraentes do que as ideias socialistas, levando a um mundo mais livre, próspero e pacífico”. Criado nos Estados Unidos em 2009, o movimento de mulheres libertárias chegou ao Brasil em 2018, no raiar da ascendência do conservadorismo liberal no país.

Oito anos depois de sua criação, o LOLA Brasil tem 1.324 mulheres associadas em 21 estados. Dessas, 14 são mandatárias e 19 serão candidatas pela primeira vez nesta eleição. As informações são de levantamentos internos enviados à reportagem.

A presidente do LOLA Brasil, Letícia Barros, disse à reportagem que o grupo incentiva a candidatura de mulheres associadas. Apesar de se autodenominar apartidário, Barros afirmou que o LOLA Brasil divulga e apoia as mandatárias e candidatas, sejam quais forem os partidos.

“Nós não podemos apoiar partidos e nenhum político, mas temos mandatárias e candidatas que apoiamos e ajudamos. Essa é a única exceção. Nós incentivamos mulheres da nossa rede a ocuparem cargos políticos se elas quiserem”, disse Barros.

As mulheres do LOLA Brasil que ocupam cargos políticos são, em sua maioria, de partidos de direita, como o NOVO e o PL, segundo levantou a reportagem.

O LOLA Brasil no Congresso Nacional

Atualmente, a única representante do LOLA Brasil no Congresso Nacional é a deputada Adriana Ventura, do NOVO de São Paulo. No último dia 23, a parlamentar propôs um projeto de lei para promover autonomia financeira para mulheres vítimas de violência doméstica.

A proposta prevê uma parceria entre o público e o privado. O PL 1952/2026 pede a criação do Programa de Promoção da Autonomia Econômica das Mulheres (PPAEM). A medida propõe um estímulo à geração de renda, empreendedorismo e acesso imediato a oportunidades de mercado. A proposta é um caminho de equilíbrio: promover políticas públicas com auxílio do setor privado, preferencialmente sem aumentar os gastos do governo federal.

No painel “Políticas públicas: tutela ou autonomia?”, no Fórum da Liberdade, a presidente do LOLA Brasil defendeu o fim de políticas públicas de gênero, alegando que auxílios financeiros e cotas podem infantilizar mulheres e torná-las “disfuncionais”.

Barros, entretanto, reconheceu que não é possível um fim abrupto de políticas públicas de incentivo financeiro a mulheres, mas sim uma progressão para o encerramento, com a promoção de uma autonomia verdadeira.

“A política entra para ser temporária e vira eterna, a mulher fica para sempre dependente do Estado, e isso não é bom para ela, isso vira um incentivo para ela não trabalhar, não correr atrás, e as mulheres precisam ser agentes autônomas. O Estado precisa entrar apenas para oportunizar um ambiente de negócio, onde a mulher de fato consiga ganhar dinheiro, gerar riqueza e não ser mais dependente dele. A partir do momento que a mulher alcança essa autonomia, ela precisa conseguir andar com as próprias pernas e ser uma adulta funcional”, disse.

Na proposta de Ventura, é proposto um acompanhamento, supervisão e avaliação das beneficiárias. O objetivo é verificar e atestar o alcance da autonomia de mulheres participantes do programa, para, assim, dar um fim no elo com a política pública.

O projeto de lei está sob análise da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e será distribuído para as comissões responsáveis. Estão como coautores os deputados Luiz Lima, do NOVO do Rio de Janeiro, e Marcel Van Hattem, do NOVO do Rio Grande do Sul.

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