Greve: Correios entra com ação de dissídio coletivo junto ao TST

Rede de atendimento está aberta em todo o país e os serviços, inclusive Sedex e PAC, continuam funcionando, diz a empresa

José Lucena/Estadão ConteúdoJosé Lucena/Estadão Conteúdo

atualizado 11/09/2019 18:23

Na expectativa de uma solução que não comprometa ainda mais a situação financeira dos Correios, a empresa entrou, nesta quarta-feira (11/09/2019), com pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Agora, a Corte irá avaliar o processo de negociação, ouvindo as partes, e o relator produzirá um voto que será analisado por um colegiado do tribunal, em sessão a ser posteriormente agendada.

Os Correios alegam que estão executando um plano de saneamento financeiro. A empresa sustenta que, desde o início de julho deste ano, participa de reuniões com os representantes dos empregados, “nas quais foram apresentadas a real situação econômica da estatal e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado, atualmente na ordem de R$ 3 bilhões. As federações, no entanto, apresentaram reivindicações que superam até mesmo o faturamento anual da empresa”.

A empresa já colocou em prática seu Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população. Medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e a realização de mutirões estão sendo adotadas.

A rede de atendimento está aberta em todo o país e os serviços, inclusive Sedex e PAC, continuam sendo postados e entregues em todos os municípios. Os serviços com hora marcada (Sedex 10, Sedex 12, Sedex Hoje) estão com postagens temporariamente suspensas.

Greve
Os funcionários dos Correios decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, em todo o Brasil, a partir das 22h de terça-feira (10/09/2019). Assembleias foram realizadas ainda na terça em todo o país para decidir se deflagrariam o movimento, destinado a marcar posição contra a proposta de privatização da empresa, defendida pelo governo federal.

O acordo coletivo da categoria valia até o início do mês passado. Os funcionários já ameaçavam deflagrar a greve desde então. Houve uma audiência no Tribunal Superior do Trabalho (TST), pouco antes da data-limite, na qual empregados e empresa aceitaram prorrogar a convenção até 31 de agosto, dando mais prazo para tentar avançar nas negociações. Durante esse período, o combinado era que os sindicatos não começassem greve.

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