Governo planeja privatizar Correios, Telebras e outras 7 estatais

Empresas públicas entraram em plano do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Casa Civil, após reunião com Bolsonaro

Vinícius Santa Rosa/MetrópolesVinícius Santa Rosa/Metrópoles

atualizado 21/08/2019 21:15

O governo federal anunciou, na tarde desta quarta-feira (21/08/2019), a abertura de estudos para avaliar a forma de privatização ou desestatização de nove empresas na carteira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), incluindo Correios e Telebras. As estatais estão entre as privatizações divulgadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Também foram abertos os estudos para: Codesp (Porto de Santos); Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF); Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev); Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro); Empresa Gestora de Ativos (Emgea); Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp); e Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec).

“Nós, em seis meses, já estamos apresentando concessões, privatização que o nosso país nunca havia visto em 30 anos”, afirmou o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), em entrevista coletiva para apresentar o plano, no fim da tarde desta quarta-feira.

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Onyx e o colega Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) participaram de uma entrevista coletiva após o encontro. O secretário especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia, Salim Mattar, e a secretária especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Martha Seillier, também estiveram presentes. 

O governo colocou em pauta na 10ª reunião do PPI o oferecimento à iniciativa privada de serviços relativos ao sistema prisional, iluminação pública, estudos de saneamento básico e educação infantil.

Venda de ações do BB

O ministro da Casa Civil também falou sobre o desejo do governo federal de vender parte da participação da União no Banco do Brasil. A ideia é pôr no mercado todas as ações que excedam o controle acionário – estimados 20,8 milhões de papéis –, sem que isso interfira na posição do governo como controlador da empresa.

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