Governo zera imposto de importação de pneus para caminhões

As iniciativas ocorrem depois de uma ameaça de greve. Uma paralisação foi anunciada para o dia 1º de fevereiro

atualizado 21/01/2021 13:33

Michael Melo/Metrópoles

O governo tomou mais uma medida que contempla os caminhoneiros e zerou o imposto de importação de pneus para transporte de cargas. Há dois dias, o frete rodoviário foi ajustado com aumento de até 2,51%.

As iniciativas ocorrem depois de uma ameaça de greve. No entanto, de acordo com o Ministério da Infraestrutura, que acompanha o tema, a sinalização partiu de um grupo sem representatividade e o governo não considera que haverá paralisação.

A decisão sobre reduzir o imposto de importação de pneus foi tomada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Ministério da Economia, nessa quarta-feira (20/1), com o objetivo de contribuir para a redução dos custos operacionais do transporte de cargas no Brasil e ajudar o setor diante da crise econômica agravada pela pandemia da Covid-19. O imposto era de 16%.

A medida atende a uma solicitação do Ministério da Infraestrutura e de uma proposta apresentada pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) feita ainda no ano passado. A CNTA, umas das maiores entidades representativas do setor, é contrária à greve.

A paralisação das atividades da categoria afetará a circulação de mercadorias, produtos farmacêuticos, alimentos e insumos para indústria, comércio e agricultura. Tal fato pode impactar significativamente no combate e tratamento da doença”, justifica em nota. Além disso, diz que “o transporte rodoviário de cargas tem sido foco de diálogo e projetos constantes do governo”.

Por outro lado, o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) se manifestou a favor da paralisação no dia 1° de fevereiro. Pressão por mais reajuste do preço na tabela do frete e a alta do preço do combustível são os motivos alegados para o protesto.

Em 2018, a paralisação teve o apoio fundamental das grandes transportadoras, o que fez com que o país sofresse com desabastecimento de combustível e produtos. Essas empresas agora não concordam com essa agenda.

Para a CNTA, “a greve deve ser pautada pelo interesse coletivo da categoria e não por interesses pessoais e políticos de indivíduos com fins de autopromoção”. Outro ponto é que o mês de janeiro costuma ser de bastante demanda para os caminhoneiros.

Procurado pelo Metrópoles, o presidente do CNTRC, Plínio Nestor Dias, afirmou que a entidade mantém a sinalização de greve.

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