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Brasil

Governo Lula promete reduzir mortalidade materna em 25% até 2027

Programa que será lançado nesta quinta-feira (12/9) prevê investimento no cuidado a gestantes para reduzir mortalidade materna

Daniela Santos12/09/2024 12:55, atualizado 12/09/2024 17:31
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Getty Images
Foto mostra pessoa usando jaleco branco colocando as mãos na barriga de uma gestante - exames de gestante - Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lança, nesta quinta-feira (12/9), o programa Rede Alyne, que reestrutura a antiga Rede Cegonha para estabelecer cuidados a gestantes e recém-nascidos na rede pública de saúde. A iniciativa traz a meta de reduzir em 25% a mortalidade materna no Brasil até 2027.

O lançamento do programa será feito em uma cerimônia com Lula em Belford Roxo (RJ).

Em 2021, em meio à pandemia de Covid-19, o país registrou 3.030 óbitos de mães, número 74% maior em relação a 2014, quando houve 1.739 mortes.

A iniciativa também busca dar uma atenção maior às mulheres pretas, que apresentam maior vulnerabilidade. De acordo com dados do governo federal, em 2022, o número de óbitos a cada 100 mil nascidos vivos foi de 57,7, na população geral.

Entre mulheres pretas, o índice dobrou, chegando a 110,6. Nesse sentido, a estratégia quer reduzir os óbitos de mães pretas em até 50% até 2027.

Para atingir as metas, o Ministério da Saúde vai investir R$ 400 milhões na rede, ainda em 2024. Para o próximo ano, a previsão é chegar a R$ 1 bilhão.

Também estão previstas a construção de novas maternidades e centros de parto, totalizando R$ 4,85 bilhões em obras do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

A Rede Alyne homenageia Alyne Pimentel, grávida que morreu por desassistência na cidade de Belford Roxo. O caso resultou na primeira condenação em uma corte internacional por morte materna.

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