Governo Lula fez 13 leilões de rodovias no ano passado
Ao todo, o investimento é de RS 135 bilhões. Para 2026, o Ministério dos Transportes tem a expectativa de mais 14 licitações
atualizado
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O Ministério dos Transportes fechou 2025 com a concessão de 6,2 mil quilômetros de rodovias, após a realização de 13 leilões, que somam R$ 135 bilhões em investimentos contratados.
Apesar de a projeção inicial ser de 15 projetos, cinco licitações não foram realizadas, enquanto três concessões não previstas inicialmente acabaram indo a leilão, inflando o balanço final do ano.
Para 2026, a pasta já projeta uma nova rodada, com 14 licitações previstas, mantendo o ritmo acelerado da agenda de concessões.
A sequência de certames começou em fevereiro, com a concessão da Rota Agro Norte (BR-364/RO), arrematada por consórcio formado pelos grupos 4UM e Opportunity.
Em abril, foi a vez da BR-040/495, entre Rio de Janeiro e Minas Gerais, vencida pelo Consórcio Nova Estrada Real, liderado pela brasileira Construcap, em parceria com as espanholas Ohla e Copasa.
O mês de maio concentrou dois leilões. A Rota da Celulose, que envolve trechos das BRs 262 e 267 e rodovias estaduais de Mato Grosso do Sul, acabou ficando com a XP, segunda colocada, após a inabilitação da proposta vencedora.
Já a concessão da BR-163/MS (MSVia) inaugurou o modelo de procedimento competitivo simplificado, criado para contratos repactuados, mas contou com apenas uma proposta, da Motiva, que já operava o trecho.
O mesmo modelo foi repetido em junho, no leilão da Eco101 (BR-101/ES/BA), novamente com proposta única da concessionária atual, a EcoRodovias, que permaneceu à frente do ativo após a repactuação.
Em julho, o governo concedeu a Ponte Internacional São Borja–Santo Tomé, ligando Brasil e Argentina, cujo contrato ficou com a CS Rodovias Mercosul. Em agosto, o consórcio Rota Agro Brasil chegou a vencer a disputa pela concessão da Rota Agro (BR-060/364/GO/MT), mas acabou inabilitado, frustrando o certame naquele momento.
O calendário avançou em setembro com a licitação da PPP Via Liberdade, em Minas Gerais, vencida pelo Consórcio Rota da Liberdade. Apesar de envolver a BR-356, rodovia federal delegada ao estado, o projeto não constava no pipeline original, mas entrou no balanço final do governo.
Em outubro, foram leiloados os lotes 4 e 5 das Rodovias do Paraná, concluindo o ciclo de concessões no estado. O lote 4 ficou com consórcio formado por EPR e Perfin, enquanto o lote 5 foi arrematado pela gestora Pátria. Ao todo, o Paraná teve 3,3 mil quilômetros de rodovias federais e estaduais transferidos à iniciativa privada.
Já em novembro, outro projeto fora do planejamento inicial foi levado a leilão: a Rota Sertaneja (BR-153/262/GO/MG), vencida pela Way Concessões. No mesmo mês, ocorreu o penúltimo certame do ano, da Autopista Fluminense (BR-101/RJ), novamente no modelo simplificado, com proposta única da Arteris, que permaneceu na concessão.
A agenda de 2025 foi encerrada com a concessão da Fernão Dias (BR-381/MG/SP). Diferente dos demais contratos repactuados, a rodovia trocou de operador, a Motiva venceu o leilão e assumirá o ativo, até então administrado pela Arteris, marcando a primeira venda assistida de concessão rodoviária viabilizada pelo governo federal.
Assim como a Via Liberdade e a Rota Sertaneja, a Fernão Dias não constava na projeção original. Por outro lado, ficaram de fora da agenda os leilões da Rota Agro Central, Rota Integração do Sul, Rotas Gerais, Rota do Recôncavo e Rota dos Sertões, que haviam sido anunciados no início do ano, mas não saíram do papel.
