Governo Lula é contra transição para fim da escala 6×1, diz Boulos
Em meio à crise com Congresso, ministro afirmou que parlamentares que se colocarem contra a proposta vão “pagar o preço nas urnas”
atualizado
Compartilhar notícia

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol-SP), afirmou nesta segunda-feira (4/5) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é contra incorporar uma regra de transição na proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1 — em que se trabalha seis dias e descansa um.
O tema tem sido discutido no Congresso Nacional por meio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) e um projeto de lei com regime de urgência protocolado pelo governo federal. Setores defendem a adoção de um período de transição que pode ir de dois anos a quatro anos. O ministro descartou essa possibilidade.
“O governo Lula não defende a transição de 4 anos, nem de 2, nem de 1. Governo Lula defende a aplicação do fim da 6×1 com 40 horas semanais de maneira imediata no Brasil”, disse o ministro a jornalistas.
Boulos também negou que a crise com o Congresso, desencadeada após a rejeição do ministro Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), atrapalhe a tramitação da proposta. O ministro destacou que parlamentares que se colocarem contra a medida terão de “pagar o preço das urnas”.
“Aqueles deputados e os senadores que quiserem ser contra o fim da escala 6×1 ou que quiserem criar formas de postergar, atrasar o fim da escala 6×1, eles não vão estar se defrontando com o governo Lula, eles vão estar se confrontando com 80% da população brasileira, vão estar se confrontando com a classe trabalhadora brasileira. Vão fazer sua escolha”, afirmou.
E frisou: “Não tenho dúvida, para quem tomar esse posicionamento, vai pagar o preço nas urnas”.
