
Camilo descarta demissões do centrão no governo Lula por apoio a Flávio
Porta-voz da campanha, Camilo Santana justifica que muitos parlamentares, como Motta, são apoiadores de Lula e veta demissões de indicados

O senador e porta-voz da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Camilo Santana, disse, neste sábado (10/10), que o governo não considera exonerar indicações de partidos que tenham declarado apoio a Flávio Bolsonaro (PL).
O ex-ministro da Educação disse que apesar de legendas como o União, Progressistas e Republicanos terem embarcado na campanha do senador, muitos parlamentares seguem apoiando a reeleição de Lula, a exemplo do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
“O governo não age dessa forma e sempre teve uma relação com os seus aliados pela governabilidade do país. A gente sabe que muitos deputados de União, muitos deputados do PP estão apoiando o presidente Lula, o exemplo é o próprio presidente da Câmara, Hugo Motta […] Então, por mais que tenha havido essa declaração dos partidos oficialmente em apoio à candidatura do nosso aniversário, muitos parlamentares desses partidos apoiam o presidente Lula, então vamos manter uma relação”, disse.
Partidos do Centrão detêm o controle de alguns ministérios do governo Lula, como o das Comunicações, comandado por Frederico Siqueira Filho, ligado ao União Brasil.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAo todo, Flávio já conquistou o apoio de cinco partidos do chamado Centrão e deve oficializar a adesão de mais uma legenda, o MDB, na próxima semana.
A sequência de apoios contrasta com o cenário do primeiro turno, quando o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disputou o Planalto sem o apoio formal de outras legendas. Na votação de domingo (4/10), Flávio terminou à frente de Lula, com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% do petista.
“Não queremos nos transformar na Argentina”
O senador e porta-voz da campanha voltou a criticar o “tesouraço” proposto por Flávio Bolsonaro na máquina pública.
O ex-ministro da Educação disse que medidas devem mirar programas sociais e “transformar” o Brasil na Argentina, em referência aos cortes feitos pelo governo Javier Millei, aliado do bolsonarista.
“Ele [Flávio Bolsonaro] não quer que o povo brasileiro saiba que ele vai fazer um tesouraço e esse dinheiro vai ser cortado dos programas sociais desse país. A relação que ele tem com o Milei na Argentina, nós não queremos que o Brasil se transformame na Argentina e é esse o risco que esse país pode correr”, disse.
Mais cedo, Lula reforçou que a agenda do adversário é cortar benefícios para setores mais vulneráveis. Dentre as medidas, Flávio propõe a extinção de 10 ministérios, reforma administrativa e avaliação de desempenho de políticas publicas.










