Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Governo é contraditório em questões fiscais, diz executivo

Setor produtivo do etanol teme que a redução de impostos sobre a gasolina tire novamente a competitividade do biocombustível

07/03/2018 14:11
RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES
Governo é contraditório em questões fiscais, diz executivo
O vice-presidente do Fórum Nacional do Setor Sucroenergético e presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar), Renato Cunha, criticou a possibilidade de o governo reavaliar a tributação da gasolina como forma de frear as seguidas altas do combustível de petróleo ao consumidor. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira (7/3), em Nova York, que o governo analisa essa possibilidade de alterar a tributação e reafirmou que não pretende interferir na política da Petrobras de ajustes diários nos preços do combustível fóssil.

Segundo Cunha, “o governo é contraditório nessa questão fiscal”, ao admitir a possibilidade de redução de tributos enquanto, ao mesmo tempo, avalia uma taxação de exportações do agronegócio. “O governo sempre propõe ao Congresso mais e mais fórmulas para querer arrecadar mais, como, por exemplo, no bojo da reforma previdenciária, imputar ao agronegócio taxas sobre exportações”, disse.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters
O setor produtivo do etanol teme que a redução de impostos sobre a gasolina tire novamente a competitividade do biocombustível retomada com os reajustes do derivado. Nos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff a desoneração da gasolina foi a forma encontrada pelo governo de evitar aumentos da gasolina e os impactos na inflação. A medida, no entanto, prejudicou o setor de etanol e trouxe o fechamento de usinas.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Cunha afirmou que a possibilidade de o governo voltar a controlar os preços da gasolina seria um retrocesso que condenaria a Petrobras. “Não há espaço no mundo republicano para um retrocesso dessa natureza”, concluiu.