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Brasil

Governo diz ter identificado suspeitos de queimadas criminosas no Amazonas

Segundo o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, prisões de suspeitos devem acontecer "em breve"

16/10/2026 16:34
Rogério Cassimiro/MMA
Governo diz ter identificado suspeitos de queimadas criminosas no Amazonas

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou nesta sexta-feira (16/10) que o governo federal já identificou suspeitos de provocar os incêndios criminosos que atingem o Amazonas há mais de uma semana. Segundo ele, as prisões devem ocorrer “em breve”.

“Deveremos ter em breve notícias importantes já de prisão, porque vários desses criminosos foram identificados. Nós estamos em campo e a ideia é que nós possamos combater essa sensação de impunidade para que as pessoas de fato percebam o risco de usar criminosamente o incêndio”, disse Capobianco.

A declaração foi dada durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília. Na ocasião, foram apresentados dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), que mostram que, entre agosto de 2025 e julho de 2026, o desmatamento na Amazônia e no Cerrado atingiu os menores índices de suas respectivas séries históricas.

As investigações sobre os incêndios criminosos em Manaus e em outros 19 municípios próximos à capital amazonense estão a cargo das polícias Federal, Rodoviária Federal e Civil do Amazonas, em atuação conjunta com outras forças de segurança.

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De acordo com Capobianco, as apurações buscam, em redes sociais e no WhatsApp, indícios de uma possível ação coordenada. A Polícia Civil do Amazonas já tem mais de 120 processos em análise.

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“O problema é que nós identificamos claramente indícios de incêndios criminosos que estão muito distantes das áreas do território. Ou seja, não é fuga de queimadas de pastagem. São focos de incêndio no meio da floresta, claramente destinados a colocar incêndios propositais”, informou o chefe da pasta do Meio Ambiente.

“Recebemos informações de que haviam caminhonetes com pessoas na caçamba colocando coquetéis molotov na floresta. Brigadistas nossos também foram abordados com pessoas dizendo ‘pode apagar o fogo hoje, que amanhã a gente bota de novo’. Então havia claramente uma ação criminosa”, relatou o Capobianco.

Segundo o painel Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mais de 300 focos de incêndio florestal foram extintos, nos últimos cinco dias, pelas equipes da força-tarefa que atuam no combate às chamas que atingem o Amazonas.

Após o pico de 494 novos focos, no dia 10 de outubro, o estado registra, nesta sexta-feira, 188 focos de incêndio.

Como mostrou o Metrópoles, Manaus registrou melhora na qualidade do ar nessa quinta-feira (15/10), após passar vários dias encoberta pela fumaça das queimadas. Com a redução da concentração de poluentes, a capital amazonense deixou o topo do ranking das cidades mais poluídas do país, posição que ocupava havia cerca de uma semana.

A situação havia levado autoridades a emitir alertas sobre os riscos à saúde e a recomendar cuidados especiais, principalmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.