Governo diz que deixará de usar Coronavac em 2022: “Baixa efetividade”

Para a pasta, a "baixa efetividade" na população acima de 80 anos e a ausência de registro definitivo na Anvisa justificam a decisão

atualizado 07/10/2021 23:05

Divulgação/SES-PB

O Ministério da Saúde encaminhou documento à CPI da Covid-19 informando que pretende deixar de usar a vacina Coronavac em 2022. A justificativa da pasta é a “baixa efetividade” na população acima de 80 anos e a ausência de registro definitivo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além dos fatos, o texto ressalta “discussões na Câmara Técnica que não indicaram tal imunizante como dose de Reforço ou Adicional”.

Na última semana, o Metrópoles revelou que com o fim do contrato da Coronavac previsto para este mês, a pasta não tem mais a intenção de adquirir novos lotes do imunizante. “A Coronavac ainda está com o registro emergencial pela Anvisa. Assim, compras futuras (dentro do planejamento do próximo ano) não mais se justificam legalmente por órgão público nessa situação”, alegou um integrante do órgão federal.

No país, a Coronavac e a Janssen possuem somente a autorização de uso emergencial. Os imunizantes da Pfizer e de Oxford/AstraZeneca têm registro definitivo.

A CPI

CPI da Covid-19 agendou mais um depoimento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para 18 de outubro. Mais cedo, a comissão aprovou a nova convocação do ministro. Trata-se da terceira vez que o chefe da Saúde comparecerá ao colegiado do Senado Federal para prestar esclarecimentos sobre sua gestão frente à pandemia da Covid-19.

Na ocasião, a comissão definiu prazo de 48 horas para que o ministro esclarecesse questões como o abandono do uso da Coronavac para 2022, além do detalhamento do estoque de imunizantes contra a Covid-19 no país e o planejamento para imunização dos brasileiros no próximo ano.

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