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O governo fiscalizou 2.329 postos de combustíveis para verificar o repasse do desconto de R$ 0,46 no litro do diesel determinado no acordo usado para encerrar a greve dos caminhoneiros. Deste total, 2.035 foram autuados ou orientados a se adequarem às novas normas. Segundo informou o Ministério da Justiça, nenhum posto foi multado. Primeiro é preciso instaurar um processo administrativo e só ao final dele é estabelecida a multa, se for o caso.

Na quarta-feira (6/6), a pasta editou portaria orientando os Procons na fiscalização dos postos. Eles deverão requisitar notas fiscais de venda ao consumidor para determinar qual foi o desconto dado pelo estabelecimento.

A portaria diz que os postos deverão deixar visível em faixas, placas ou cartazes o desconto dado no diesel. Deverão informar o preço cobrado no dia 21 de maio e o do dia 1º de junho. A falta da informação pode gerar multa. Foi com base nessa portaria que o Procon do Distrito Federal (DF) começou suas fiscalizações na tarde de quarta-feira (6).

“Melhorou bem”, comentou o presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda Soares. No início da semana ele havia dito que a portaria determinando o imediato repasse do desconto às bombas era “superficial” e deixava muitas dúvidas. “Mesmo assim, ainda é inconstitucional”, disse. A base jurídica para a obrigatoriedade do desconto é ponto de dúvida dentro do próprio governo.

“É pura pirotecnia”, afirmou o ex-secretário Nacional do Consumidor, Arthur Rollo. “O governo está tentando fazer os postos, no susto, repassarem o desconto”, disse. Segundo Rollo, eventuais multas poderão ser derrubadas na Justiça, pois não há lei estabelecendo o desconto ou seu repasse às bombas.

 

 

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