Governo aprova lista de 27 minerais críticos e estratégicos para o Brasil
Lista define a prioridade no acesso a instrumentos de fomento previstos na nova Política de Minerais Críticos e Estratégicos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da primeira reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), nesta quinta-feira (5/11), no Palácio do Planalto.
Na ocasião, o colegiado aprovou uma lista de 27 minerais que serão prioritários para a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) brasileira.
Os minerais foram divididos em três classes, levando em consideração a importância deles em termos de soberania e industrialização. A classificação também considera fatores como o risco geopolítico; a concentração geográfica da produção; o potencial de substituição; a posição brasileira na cadeia; e a dependência e vulnerabilidade do país.
A divisão define a prioridade no acesso a instrumentos de fomento previstos na lei que a PNMCE, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Executivo.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesConfira a lista aprovada:
Classe I – Prioridade Alta
- Terras Raras
- Grafita
- Lítio
- Níquel
- Cobalto
- Cobre
- Manganês
- Silício
- Urânio
Classe II – Prioridade Média
- Tungstênio
- Cromo
- Vanádio
- Tântalo
- Titânio
- Fosfato
- Potássio
- Enxofre
Classe III – Prioridade Baixa
- Nióbio
- Estanho
- Ferro
- Zinco
- Ouro
- Magnésio
- Molibdênio
- Tório
- Alumínio
- Grupo da Platina
Segundo a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, a lista poderá ser revista pelo conselho, caso haja necessidade.
A política de minerais críticos e estratégicos tem o objetivo de aprimorar o tratamento desses bens no Brasil, estimulando toda a cadeia de pesquisa, produção e transformação. A lei foi aprovada no Congresso e sancionada pelo presidente Lula em setembro passado. A nova norma prevê mecanismos de financiamento e incentivos fiscais para empresas interessadas em investir no desenvolvimento do setor.
Composto por órgãos do governo federal e representantes de estados, municípios, setor privado e instituições de ensino superior, o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos é responsável por coordenar, planejar e acompanhar a implementação da nova política.
