Governo amplia acesso ao Plano Brasil Soberano a mais empresas

Medida flexibiliza critérios e busca reforçar competitividade da indústria diante de tarifas e instabilidade global

atualizado

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES
Lula ao microfone - Metrópoles
1 de 1 Lula ao microfone - Metrópoles - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES

O governo decidiu ampliar o acesso de empresas aos recursos do Plano Brasil Soberano, iniciativa criada para mitigar os impactos de tensões comerciais e geopolíticas sobre o setor produtivo brasileiro.

A medida, anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quarta-feira (3/6), flexibiliza critérios e permite que um número maior de companhias possa acessar as linhas de crédito do programa, operadas principalmente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, até o momento, o BNDES já recebeu R$ 6,7 bilhões em pedidos de crédito de empresas afetadas e aprovou R$ 1,6 bilhão.

“A decisão do governo do presidente Lula de ampliar o número de empresas afetadas vai atender uma demanda importante de quem produz e exporta, ainda que o impacto no faturamento seja abaixo de 5%”, disse.

O Plano Brasil Soberano foi estruturado para apoiar empresas afetadas por fatores externos, como as tarifas impostas pelos Estados Unidos no ano passado.

Ampliação do alcance

A mudança amplia o universo de empresas elegíveis ao financiamento, incluindo não apenas exportadores diretamente atingidos, mas também fornecedores e setores estratégicos da indústria.

O desenho do programa já vinha sendo ajustado desde 2025, quando o governo reduziu o nível mínimo de impacto nas exportações exigido para acesso ao crédito, o que ampliou significativamente o alcance da política.

Agora, a nova etapa aprofunda essa estratégia ao buscar atingir cadeias produtivas mais amplas, especialmente em segmentos considerados prioritários para o país.

O ministro do MDIC, Marcio Elias Rosa, afirma que essa medida protege o setor produtivo e os empregos dos brasileiros de instabilidades externas, “atendendo à determinação do Presidente Lula de colocar os interesses do povo brasileiro sempre em primeiro lugar. Esse é o compromisso do Governo do Brasil.”

As linhas do Brasil Soberano permitem financiar capital de giro, produção voltada à exportação, compra de máquinas e investimentos em ampliação da capacidade produtiva e inovação.

O pacote conta com bilhões de reais em recursos e tem como objetivo preservar empregos, manter a atividade industrial e aumentar a competitividade das empresas brasileiras.

O programa prioriza áreas de maior intensidade tecnológica e relevância econômica, como indústria automotiva, farmacêutica, eletrônicos, químicos e minerais críticos.

Além disso, também contempla empresas afetadas por eventos recentes, como a instabilidade no Oriente Médio e restrições comerciais impostas por outros países, ampliando o escopo original focado no chamado “tarifaço” dos EUA.

Segundo o governo, a retomada e ampliação do programa em 2026 fazem parte da estratégia de fortalecer a política industrial e reduzir a vulnerabilidade do país a choques externos.

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