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Brasil

Governadores pedem a Bolsonaro compra de 54 milhões de doses da Coronavac

Caso o governo federal não consiga adquirir as vacinas, o mandatário do Piauí pede que os estados possam negociar diretamente com Butantan

29/01/2021 10:48, atualizado 29/01/2021 11:33
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Michael Melo/Metrópoles
Wellington Dias_Consórcio Nordeste

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), enviou um ofício ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pedindo que o governo federal compre todos os imunizantes contra a Covid-19 produzidos pelo Instituto Butantan.

“Solicito ao Governo Federal celebração de contrato de compra firme do total de vacinas produzidas pelo Instituto Butantan, assim como o estabelecimento de acordo visando à apresentação do cronograma para a entrega das próximas doses, o que possibilitaria aos estados e municípios maior capacidade de planejamento na vacinação”, diz o ofício.

O governo de São Paulo informou na quarta-feira (27/1) que ofereceu mais 54 milhões de doses da Coronavac ao governo federal há cerca de duas semanas, mas ainda não obteve resposta.

Sem retorno, o Instituto Butantan vai fechar contratos com outros países da América Latina que demonstraram interesse no imunizante. O primeiro da fila é o Chile.

Ao Metrópoles, o diretor do Butantan, Dimas Covas, afirmou que o contrato com o governo federal é de apenas 46 milhões de doses até abril e que, com a chegada dos insumos, será possível produzir mais essas 54 milhões de doses. Mas, como há conversas com outros países, a vacina vai para quem manifestar interesse.

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Wellington Dias solicita ainda que, caso o governo federal não consiga adquirir as doses da vacina, os estados possam realizar a compra diretamente.

“Caso não seja possível confirmar a aquisição federal dos referidos imunizantes, pleiteio que seja viabilizada a opção de compra por parte dos estados brasileiros, conforme anteriormente aventado”, assinalou.

O documento foi encaminhado na noite de quinta-feira (28/1) pelo mandatário do Piauí, que é presidente do Fórum Nacional de Governadores.

Governadores pedem a Bolsonaro compra de 54 milhões de doses da Coronavac - destaque galeria
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Chegada do primeiro lote da Coronavac, em novembro do ano passado, foi de 120 mil doses
Primeiras 120 mil doses da Coronavac chegaram ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, no dia 19 de novembro
O lote saiu da China no dia 16 de novembro
Os imunizantes seguiram, com escolta, para o Instituto Butantan
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o secretário de Saúde do estado, Jean Gorinchteyn, e o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas
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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o secretário de Saúde do estado, Jean Gorinchteyn, e o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas

Governo de São Paulo/Divulgação
Chegada do primeiro lote da Coronavac, em novembro do ano passado, foi de 120 mil doses
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Chegada do primeiro lote da Coronavac, em novembro do ano passado, foi de 120 mil doses

Governo de São Paulo/Divulgação
Primeiras 120 mil doses da Coronavac chegaram ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, no dia 19 de novembro
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Primeiras 120 mil doses da Coronavac chegaram ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, no dia 19 de novembro

Governo de São Paulo/Divulgação
O lote saiu da China no dia 16 de novembro
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O lote saiu da China no dia 16 de novembro

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Os imunizantes seguiram, com escolta, para o Instituto Butantan
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Os imunizantes seguiram, com escolta, para o Instituto Butantan

Orçamento da Saúde

O fórum também manifestou preocupação com as dificuldades financeiras enfrentadas pelo Ministério da Saúde, cujo orçamento atual sofreu redução de R$ 43 bilhões em relação ao ano de 2020. Para auxiliar, ele pede que seja mantida a proporção de receitas correspondentes ao exercício de 2019.

“A medida justifica-se, especialmente, devido ao contínuo aumento de despesas relativas a internações de pacientes com Covid-19, medicamentos e insumos diversos utilizados no combate à atual pandemia.”

Veja a íntegra do ofício: