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Brasil

"Gostam de acabar com a vida do meu vice sem ter nenhuma prova", diz Covas

Prefeito de São Paulo insinua que Ricardo Nunes é criticado por ser "da periferia", e acusa imprensa de seguir propaganda do PSol

24/11/2020 13:23, atualizado 24/11/2020 14:02
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Fábio Vieira/Especial Metrópoles
Bruno Covas, prefeito de São Paulo

São Paulo – Saindo mais uma vez em defesa do seu vice na chapa, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), insinuou que o vereador Ricardo Nunes (MDB) sofre preconceito por ser “da periferia” e afirmou que a imprensa é pautada pela propaganda Psol, partido do seu adversário no segundo turno das eleições, Guilherme Boulos.

O candidato tucano à reeleição participou de sabatina da CBN e foi questionado sobre as acusações de violência doméstica, injúria e ameaça feitas, em 2011, contra Nunes pela esposa, Regina Carnovale.

“É impressionante como vocês são pautados pela propaganda do PSol. O que diz o BO? É impressionante como a imprensa segue a campanha do PSol. Eu fico horrorizado com isso. Como vocês gostam de acabar a vida do meu vice sem nenhuma denúncia. Foi uma discussão, não houve nenhuma agressão”, afirmou.

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Covas reforçou que não há nenhuma denúncia e envolvimento do vice em qualquer tipo de agressão à mulher.

“É muito fácil acabar com os outros, ficar dizendo que tem denúncia, que tem isso, que ele é aquilo… Não sei se o fato de ele vir da zona sul traz isso no coração das pessoas, ele ser de uma região periférica, mas, de qualquer forma, é importante lembrar que não há nenhuma denúncia (…). Não há nenhum envolvimento dele em qualquer agressão a mulher”, disse.

O prefeito afirmou que houve um desentendimento e os dois procuraram a polícia. “Ela mesma disse que não houve nenhuma agressão. É um caso de 10 anos atrás e agora tratam ele como se ele fosse um agressor de mulheres. Eu queria lamentar isso. É o esporte nacional acabar com o currículo das pessoas sem nenhuma prova”, afirmou.

A escolha de Nunes tem sido um dos principais alvos de críticas à campanha de Covas. O vereador também é alvo de investigação sobre suposto superfaturamento no aluguel de creches privadas que mantêm convênio com a Prefeitura de São Paulo.

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Ele era vice de Doria e assumiu após o prefeito se candidatar ao governo de São Paulo
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Entrevista ao Metrópoles

Ao Metrópoles Entrevista com Rachel Sheherazade, Covas já havia defendido enfaticamente seu candidato a vice. Afirmou que colocaria a “mão no fogo” por Ricardo Nunes. Para o atual prefeito, as acusações contra o número 2 de sua chapa não passam de “disse me disse” (7’32).

Em outubro, reportagem da Folha de S.Paulo revelou que uma entidade ligada a Nunes teria pago, com dinheiro público, empresas investigadas na chamada máfia das creches.