Goiás tem cinco vezes mais casos de dengue que média do Brasil

Estado vem liderando na quantidade de casos por 100 mil habitantes. A seguir, estão Tocantins e Distrito Federal

atualizado 05/05/2022 19:18

mosquito dengue foco goiania goias (3)Vinicius Schmidt/Metrópoles

Goiânia – O estado de Goiás não é só o primeiro com mais casos de dengue no Brasil, como também tem cinco vezes mais casos de dengue a cada 100 mil habitantes que a média nacional.

É o que mostra o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, que traz dados sobre as doenças epidêmicas transmitidas pela fêmea adulta do mosquito Aedes aegypti.

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Segundo o documento, Goiás teve 1,3 mil casos de dengue a cada 100 mil habitantes. Já a média considerando o país todo é de 253,1 casos a cada 100 mil. O objetivo desse cálculo é ter uma noção da doença proporcional à população de cada unidade da federação.

A região Centro-Oeste tem concentrado a maior taxa de casos de dengue por habitantes. O Distrito Federal é o terceiro com maior taxa – 967,2 a cada 100 mil habitantes. Em segundo lugar está Tocantins, com mil casos a cada 100 mil habitantes.

Pós-pandemia

Os dados considerados são das 16 primeiras semanas epidemiológicas deste ano, ou seja, até 23 de abril. Nesse período, Goiás registrou 19 óbitos por dengue, segundo o Ministério da Saúde. Em todo o país foram 160 mortes por dengue no mesmo período.

Em evento no dia 26 de abril, a superintendente de Vigilância Epidemiológica de Goiás, Flúvia Amorim, avaliou que existe uma relação entre a pandemia da Covid-19 e os números altos da dengue.

A suspensão de visitas domiciliares de agentes de saúde pode ter feito com que a população achasse que o problema não existe mais, na visão da superintendente. Flúvia também disse que há registro de pessoas que estão contraindo ao mesmo tempo dengue e chikungunya.

Procurada pelo Metrópoles, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SESGO) informou que realizou uma série de ações no combate ao mosquito transmissor da Dengue e outras doenças.

Veja a nota completa:

“O Governo de Goiás realizou uma série de ações no combate ao Aedes como a distribuição de 720 unidades de bombas costais motorizadas para os 246 municípios do Estado, com manutenção de outras 211 já existentes; 20 veículos para liberação de inseticidas em vias urbanas (fumacê) contemplando as regionais de saúde do Estado e para Goiânia, e de inseticidas para as 18 Regionais de Saúde”

“A SES-GO intensificou a a mobilização e intensificação das orientações com os gestores municipais de saúde, limpeza urbana, infraestrutura, meio ambiente, educação, comunicação, entre outros, para definição de estratégias de enfrentamento intersetorial, por meio de manejo ambiental, vigilância epidemiológica e atenção à saúde”

“Para alinhamento das ações, foram promovidos encontros com secretários e entidades municipais, capacitações com profissionais de saúde e frentes de limpeza e combate ao vetor em vários municípios. A Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa) da SES-GO fiscalizou os municípios com maior incidência de casos e nos quais foram identificados altos índices de infestação predial durante o Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), realizado em janeiro/2022. O objetivo, com essas medidas, é o de ajudar os municípios a frear o avanço da dengue”.

“A SES-GO envia medicamentos básicos aos municípios para o tratamento dos pacientes e mantém contato com os de maior incidência de dengue para colaborar com a a reorganização de leitos nas unidades municipais de Saúde. O Hospital de Estadual de Doenças Tropicas Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT) dispõe de leitos para assistência aos casos mais graves, sendo unidade de referência da rede assistencial”.

“O número de casos de dengue é acompanhado rotineiramente pela SES e publicado em boletins epidemiológicos disponíveis no site da pasta”.

“O governo estadual realiza informes constantes e campanha publicitária para que a sociedade também possa ser informada a motivada a colaborar com a eliminação de criadouros do mosquito transmissor, deixando as suas residências livres de ambientes propícios à reprodução de Aedes aegypti, como pneus, vasilhames abertos, caixas d’água descobertas, acúmulo de água parada e entulhos”.

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