Goiás tem 6 casos confirmados e 8 suspeitos de varíola dos macacos

Secretaria Estadual de Saúde informou que monitora casos de pacientes que ainda são examinados para confirmação da doença

atualizado 21/07/2022 14:14

Dupla exposição de imagem de macaco prego e tubos de ensaio sinalizando resultado positivo para varíola dos macacos Vinícius Schmidt/Metrópoles

Goiás tem seis casos confirmados de varíola dos macacos, de acordo com o boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES) divulgado na terça-feira (19/7). No total, quatro são de Goiânia, e outros dois, de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital.

De acordo com o boletim da secretaria, todos os pacientes são homens e têm entre 24 e 41 anos. A pasta não informou a situação clínica deles. A SES descartou cinco casos investigados e ainda monitora o quadro de saúde de outros oito pacientes que estão com a suspeita da doença.

Assim que confirmou os dois primeiros casos da doença em Goiás, a secretaria informou que os pacientes “receberam atendimento médico e orientações quanto à necessidade de manter isolamento, uma vez que a transmissão ocorre por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados”.

Na ocasião, a secretaria também disse que, apesar de a doença ter “sido identificada pela primeira vez em macacos, o surto atual não tem relação com esses animais”.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia informou, em nota, que os dois primeiros pacientes confirmados já receberam alta e que foi comunicada pela SES sobre a confirmação de mais dois casos.

De acordo com a SMS, os novos pacientes passaram por exames em laboratórios da rede privada. O Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) iniciou as investigações, mas ainda não há nenhuma informação.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia informou que a investigação epidemiológica apontou que os dois casos da cidade foram confirmados pelo método laboratorial.

De acordo com a pasta de Aparecida de Goiânia, um dos pacientes já recebeu alta do isolamento. Por isso, é considerado curado. O outro, no entanto, segundo a secretaria, “aguarda a evolução do caso para encerramento da investigação”.

Sintomas

Veja, abaixo, os principais sinais de contaminação pela doença varíola dos macacos.

  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Dores musculares;
  • Dor nas costas;
  • Gânglios (linfonodos) inchados;
  • Calafrios;
  • Exaustão.
Transmissão

A doença pode ser transmitida por meio de contato com o vírus em animal, pessoa ou materiais infectados.

  • No caso de animais, há risco de contaminação por meio de mordidas e arranhões provocados por eles, manuseio de caça selvagem ou pelo uso de produtos feitos de animais infectados. Ainda não se sabe qual animal mantém o vírus na natureza, apesar de roedores africanos serem suspeitos de desempenhar um papel na transmissão da doença às pessoas.
  • Em relação à contaminação entre pessoas, é possível por meio de ontato direto com fluidos corporais, como sangue e pus, secreções respiratórias ou feridas de uma pessoa infectada, durante o contato íntimo – inclusive durante o sexo – e ao beijar, abraçar ou tocar partes do corpo com feridas causadas pela doença. Ainda não se sabe se a varíola do macaco pode se espalhar através do sêmen ou fluidos vaginais.
  • Por materiais contaminados que tocaram fluidos corporais ou feridas, como roupas ou lençóis;
  • Da mãe para o feto através da placenta;
  • Da mãe para o bebê durante ou após o parto, pelo contato pele a pele;
  • Úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infecciosas, o que significa que o vírus pode se espalhar pela saliva.
Meningite

Assim como a varíola dos macacos, o aumento de casos de meningite, uma doença grave que pode levar à morte ou deixar sequelas graves, volta a preocupar especialistas em saúde.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, nos primeiros três meses deste ano, foram notificados 141 casos de meningite.

A médica e diretora corporativa de Terapia Intensiva do Sistema Hapvida, Francine Gonçalves, destaca que a meningite é tratável e o principal meio de prevenção e combate é a vacinação. “Todas as vacinas de prevenção à doença são disponibilizadas de forma gratuita pelo SUS. E a maioria delas tem ciclo de várias dosagens de reforço. O que é fundamental para garantir a eficácia do tratamento preventivo”, alerta.

A meta do Ministério da Saúde é a cobertura vacinal de 95% dentro do público indicado para receber o imunizante. Essa baixa nas taxas de imunização tem alertado os órgãos competentes, entre eles a Organização Mundial de Saúde e seus parceiros (OMS), que em setembro de 2021 lançou a primeira estratégia global para derrotar a meningite.

A alta nas notificações da doença volta a assombrar o país e define um cenário preocupante que será lembrado, no domingo (24/7), o Dia Mundial da Meningite.

“Dependemos da adesão e conscientização da própria população, para que todos estejam seguros e protegidos contra a meningite”, reitera a médica, lembrando que a disseminação de notícias falsas contra a vacinação e movimentos contrários à anti-vacina têm contribuído para o atual cenário.

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